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Especial Bnei Noach Iniciantes — FASE 2:
Parte 2
OS SETE MANDAMENTOS* DE HASHEM, QUE ELE MESMO DEU A NOÉ
(também chamados: MANDAMENTOS UNIVERSAIS, OU, MANDAMENTOS NOAÍTICOS — em hebraico: Sheva Mitsvót (7 Mandamentos))
* Muitas vezes referidos como Leis.
De fato, não há problema algum em se referir às Mitsvót Universais como Mandamentos ou Leis (ou Preceitos, ou Regras, …).
Ainda assim, pode-se ressaltar que há de fato 7 Mandamentos, e que esses 7 Mandamentos se desdobram em diversas Leis (o que é chamado de ramificações ou detalhes).
Então, o que são os Sete Mandamentos Noaíticos?
Esses Mandamentos foram dados pelo CRIADOR a Adam HaRishon (Adão) o primeiro ser humano, nosso ancestral. Eles já estão implícitos no relato da Criação, conforme lemos em Bereshit (Gênesis 2:16), quando Deus ordena ao homem que coma de todas as árvores do jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
A partir desse Mandamento primordial, os sábios da Torá (ou sábios de Israel) compreendem o fundamento das Sete Leis, que Deus concedeu à humanidade.
Essas Sete Leis constituem o caminho para a vida eterna, tal como Deus o estabeleceu para todos nós. Elas definem como o ser humano pode viver em conexão com O CRIADOR e merecer recompensa neste mundo e no Mundo Vindouro.
A primeira Lei é crer em Deus — no Deus de Israel, O Deus verdadeiro, Hashem, que SE revelou a Adam HaRishon e, mais tarde, ao povo judeu no Monte Sinai. Não a um único indivíduo que alegou ter tido uma revelação pessoal, mas a três milhões de pessoas, que testemunharam juntas esse evento e transmitiram o mesmo texto, letra por letra, ao longo de cento e quarenta e oito gerações.
A segunda Lei é honrar Deus.
E como se honra Deus?
Pela forma como falamos, como rezamos, como estudamos e como nos comportamos — de acordo com as orientações éticas transmitidas pela tradição judaica para toda a humanidade.
A terceira Lei é respeitar a vida e promovê-la.
Não se trata apenas de não ferir ninguém, mas de fortalecer a vida: alimentar os necessitados, prover sustento e cuidado aos filhos, ampliar as possibilidades para que a vida floresça. Isso inclui a prática da caridade[*], feita de maneira correta e responsável.
A quarta Lei é respeitar a unidade familiar: ser fiel ao cônjuge, aos filhos, à própria palavra e à própria honra. Esse princípio não se aplica apenas à família, mas também às relações humanas em geral — amizades, compromissos e vínculos sociais, sempre baseados no respeito mútuo.
A quinta Lei é respeitar a propriedade alheia.
Não é apenas não roubar, mas reconhecer que cada pessoa tem limites, direitos, espaço e bens próprios, que devem ser respeitados.
A sexta Lei é não ser cruel com os animais.
Isso inclui a proibição de comer o membro de um animal ainda vivo e a obrigação de evitar crueldade desnecessária. Se você estiver em um parque e houver formigas no chão, evite pisar nelas quando isso for possível. Contudo, não se trata de um extremismo — os animais foram criados para servir à humanidade. Ainda assim, quando a crueldade pode ser evitada, deve ser evitada. Nunca ferir animais como cães ou gatos sem motivo.
Por fim, a sétima Lei é estabelecer e sustentar sistemas de justiça.
Isso se dá respeitando as leis do país onde se vive. E, se a pessoa tiver a possibilidade — como juízes ou advogados —, deve contribuir para que essas leis estejam alinhadas com os Princípios Divinos de justiça.
Essas são as Sete Leis Noaíticas (ou os Sete Mandamentos Noaíticos), e elas se aplicam a você hoje — hoje mais do que nunca. Elas são fundamentais para sustentar um desenvolvimento espiritual saudável e uma relação viva e positiva com O CRIADOR, dia após dia.
Crer em Deus não é algo passivo.
É algo ativo: estudar, aprofundar o entendimento da Torá, conhecer quem Deus verdadeiramente é — e, assim, transformar a fé em confiança.

Por Rav Moshe Perets
Tradução por Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info: © 2026 Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info
© Rav Moshe Perets
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