O Shabat Bnei Noach PARTE 5 (o “descanso” de Deus)

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graças a D’us,

 

Perguntas e Respostas Especial

A Volta do Especial Shabat — Especial Shabat PARTE 5
(tudo o que você tem de saber sobre o Shabat e os Bnei Noach)

 

Graças a Hashem, há exatamente 01 ano, em 04/03/2025, estreiávamos O ESPECIAL SHABAT: OS BNEI NOACH E O SHABAT – TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE SHABAT E BNEI NOACH. E então tivemos a bênção e o privilégio de no decorrer do ano passado produzirmos artigos incríveis sobre o Shabat e os Bnei Noach, não deixando espaço para dúvidas sobre o proceder dos Bnei Noach no Shabat.

Felizmente, agora, 01 ano depois, através do famoso e respeitado Rav Tovia Singer, trazemos orgulhosamente a nova parte do especial, a 5a Parte, baruch Hashem:

 

O “DESCANSO” DE DEUS NO SÉTIMO DIA
(Por que Deus descansou se ELE não SE cansa?)

Por Rav Tovia Singer

Por que celebrar o Shabat, o dia em que Deus “não fez nada”?

Uma das perguntas mais naturais é: por que o Shabat é tão central na Torá? De onde ele vem, por que ele foi dado ao povo judeu, e por que é chamado de eterno?

É interessante notar que, quando somos apresentados ao Shabat pela primeira vez, em Gênesis capítulo 2, não há ainda nenhum Mandamento associado a ele. Isso acontece porque, naquele momento, ainda não existia o povo judeu.

O texto apenas nos diz que, no sétimo dia, Deus cessou SUA obra, abençoou esse dia e o santificou.

Somente mais tarde, na Torá, aprendemos que o Shabat se torna um Mandamento exclusivo dado ao povo de Israel, descrito como um sinal eterno (ot le’olam) da aliança entre Deus e Israel (Êxodo 31:17). Por isso, ele também faz parte dos Dez Mandamentos.
Portanto, faz sentido que não haja Mandamentos em Gênesis 2, mas sim a designação de um dia sagrado, no qual Deus descansou e o santificou.

Para os Bnei Noach, portanto, o Shabat não é uma obrigação legal, mas seu significado espiritual é profundo e universal — e ensina algo essencial sobre Deus, o mundo e a própria fé.

A grande pergunta: por que Deus “descansou”?

O Shabat levanta uma questão inevitável: Deus criou o mundo em seis dias… e então descansou. Mas por quê?

Você e eu precisamos descansar. Trabalhamos, nos cansamos, precisamos de pausa. Entendemos isso. Mas Deus não SE cansa. ELE não SE esgota. Então o que significa esse “descanso”?
E mais: mesmo que aceitemos que Deus cessou SUA obra, por que isso seria motivo de celebração?

Não faria mais sentido celebrar os dias da Criação?
O dia da luz.
O dia dos mares.
O dia do sol e da lua.
O dia das plantas.
O dia dos animais.
O dia do ser humano. Cada dia deveria ser uma festa. Poderíamos ter seis dias de celebração pela Criação.

Mas o sétimo dia… Deus não criou nada. Então, o que exatamente estamos celebrando?

Deus SE esconde na Criação

A resposta é profunda.
Em cada dia da Criação, Deus não apenas cria — ELE também SE oculta. ELE SE esconde atrás da própria obra.
A natureza passa a funcionar de modo tão organizado, tão consistente, tão refinado, que o mundo pode parecer autossuficiente. A Criação passa a “encobrir” O CRIADOR.

Um exemplo simples: a luz foi criada no primeiro dia, mas o sol apenas no quarto. Por quê?
Hoje sabemos que luz e tempo estão intimamente ligados. Isso revela uma profundidade extraordinária na estrutura do universo.
Quanto mais o mundo se desenvolve, mais Deus pode parecer invisível.

Um dos Nomes Divinos é Shadai, que pode ser entendido como:
“AQUELE que disse: basta.” Ou seja: Deus estabeleceu um limite.
Se ELE continuasse criando indefinidamente, SUA PRESENÇA ficaria tão escondida que ninguém mais conseguiria encontrá-LO.
Então ELE parou. No ponto exato.

Criou um universo finamente ajustado:
suficientemente complexo para funcionar por leis naturais, suficientemente belo para inspirar admiração, suficientemente ordenado para permitir ciência, e ainda suficientemente transparente para permitir fé.

Assim, quem deseja encontrar Deus, pode encontrá-LO.
E quem deseja negá-LO, também pode.

O mesmo mundo, duas conclusões opostas

Observe algo notável:
As pessoas que creem em Deus e as que não creem olham para o mesmo mundo.

Pergunte a alguém que acredita em Deus: “por que você acredita?” Ele dirá: “olhe ao seu redor. É um milagre de ajuste fino. Se a força gravitacional fosse um pouquinho diferente, não poderíamos existir. Tudo é perfeito.

O fato de uma mulher poder ter um bebê é algo assombroso. E depois ela pode amamentá-lo. De onde vem o leite? Ela come uma batata e produz leite! Como isso acontece? Ela não precisa beber leite para que o leite saia dela. E sai na medida exata. Não vaza sem controle. O bebê sabe sugar naturalmente.
Como não acreditar que existe um CRIADOR?

O caroço do pêssego, por exemplo: você não consegue mordê-lo, não consegue engolir sem querer, não consegue quebrá-lo com um martelo. Por quê? Porque dentro há veneno. O caroço quer que você o jogue fora. Quando cai na terra, nasce outra árvore.
Isso é extraordinário.
E às vezes as pessoas erram: pegam caroços de damasco ou pêssego, fervem e bebem, e não sabem por que ficam doentes e morrem. Isso acontece.”

Há maravilhas na Criação. E pessoas olham para isso e dizem: “eu preciso acreditar”.

Por outro lado, pergunte aos ateus: “por que vocês não acreditam, diante de fenômenos tão incríveis?” Eles dirão: “tudo isso pode ser explicado pela ciência. A ciência tem todas as respostas. Ainda não explicamos a consciência? Um dia explicaremos. Algo veio do nada? Há teorias.”

Esses cientistas brilhantes, líderes do ateísmo moderno, dizem: “não precisamos de um Deus das lacunas; nós podemos explicar tudo”.

Então é fascinante: pessoas racionais, de ambos os lados, olham para a mesma Criação. Uns veem Deus nela; outros veem apenas processos naturais.

O sentido profundo do Shabat

É por isso que o Shabat é tão sagrado para o povo judeu. Por quê? Ele declara:
“Grato Deus por parar de criar.

Porque se ELE tivesse continuado, estaria tão escondido que todos nós jamais O encontraríamos.
Mas ELE parou exatamente no momento certo.

Por isso o Shabat é um dia de celebração:
“Eu encontrei Deus por trás da Criação.”

É um dia em que o judeu diz: “eu amo Deus”. Há uma intimidade com Deus. E os judeus O imitam: assim como ELE cessou toda atividade criativa, os judeus também cessam.
Os judeus demonstram que O encontram ao se absterem de qualquer tipo de Criação, assim como ELE.

E o que é considerado “trabalho”? São as 39 categorias de atividades proibidas no Shabat.

Mas, no fundo, é isso que o Shabat é:
Um dia em que a pessoa de fé diz: “Hashem, eu O encontrei, sou apaixonado por VOCÊ, e vou passar este dia celebrando a SUA Criação. E não apenas que VOCÊ é O Deus da Criação, mas também O Deus da História, que nos tirou do Egito.”

É, portanto, uma celebração maravilhosa, na qual reconhecemos O ONIPOTENTE.

Contudo, o Shabat não é apenas descanso físico. É uma declaração espiritual:
“Deus é real.
ELE não é apenas uma força distante.
ELE é O AUTOR da existência.”

Por isso, o Shabat é chamado de sinal eterno entre Deus e Israel.

O ensinamento universal para os Bnei Noach

Embora os Bnei Noach não sejam ordenados a guardar o Shabat como Mandamento, seu significado espiritual pertence a toda a humanidade.

Ele ensina que:
o universo não é acidental;
a ordem não elimina O CRIADOR;
a ciência não substitui Deus;
e a existência tem propósito.

O Shabat proclama que Deus não é apenas O CRIADOR do mundo, mas também O Deus da História, O Deus moral, O Deus que SE relaciona com a humanidade.

Em essência

O Shabat celebra não a ausência de ação, mas o limite perfeito da Criação. Ele celebra o momento em que Deus disse:
“Agora o ser humano poderá ME encontrar.”

É o dia que testemunha:
“Deus está escondido… mas não ausente.”

E essa é uma das verdades espirituais mais elevadas que um ser humano — judeu ou Bnei Noach — pode reconhecer.

© Rav Tovia Singer
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