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que conta com a Supervisão Rabínica do Rav Shimshon Bisker, de Israel,
ORGULHOSAMENTE APRESENTA,
graças a D’us,
A VOLTA DO ESPECIAL: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE BNEI NOACH
Será que todos nós seres humanos da atualidade realmente descendemos de Noé? Ocorreu mesmo um Dilúvio Universal? E o que dizer sobre escritos das nações que são anteriores à Torá e que contam sobre um dilúvio (não significa isso que os judeus copiaram tal mitologia e então a registraram em sua Torá)?
(especial: tudo o que você precisa saber sobre Bnei Noach,
parte 9)
Vimos na última parte (a 8), o Rav Tovia Singer já tratando resumidamente desse tema
e agora, felizmente e graças a Deus, o Rav Tovia Singer ampliará a sua explicação sobre tal tema.
Só porque existem textos antigos anteriores à Torá que contam um dilúvio global, muitos afirmam que a Torá não é a fonte original da história, mas que a copiou.
Aqui, o Rav Tovia Singer explica exatamente que é lógico e racional esperar que textos anteriores à própria Torá realmente contem a história de um dilúvio universal.
As pessoas frequentemente me perguntam: se tantas culturas ao redor do mundo possuem relatos de um grande dilúvio — e muitos desses relatos parecem, à primeira vista, ser mais antigos do que a própria Torá — como podemos afirmar que o Dilúvio realmente aconteceu da forma descrita no Tanach?
A resposta é simples. O Dilúvio ocorreu há mais de quatro mil anos. A Torá foi dada quase mil anos depois. Isso significa que o evento do Dilúvio é anterior ao registro escrito da Torá, e não o contrário. O Dilúvio foi um fenômeno global. Ele afetou toda a humanidade. Cada ser humano vivo é descendente dos oito sobreviventes que estavam na arca: Noach, sua esposa, seus três filhos — Shem, Ham e Jafé — e suas esposas.
[As palavras hebraicas “Bnei Noach” significam literalmente “descendentes de Noach” — toda a humanidade.]
Se esse acontecimento foi real, o que deveríamos esperar encontrar? Exatamente aquilo que encontramos. Os descendentes desses três filhos teriam naturalmente transmitido a memória daquele evento catastrófico às gerações seguintes. E, como resultado, culturas diversas, espalhadas pelo mundo após a dispersão da Torre de Babel, preservariam relatos antigos sobre um grande dilúvio e sobre uma família que sobreviveu em uma embarcação. Isso é precisamente o que vemos: registros em civilizações muito anteriores ao texto escrito da Torá.
É óbvio que tais relatos “predatam” a Torá — porque o próprio Dilúvio predatou a Torá.
Agora, pergunte-se: o que esperaríamos encontrar se o Dilúvio fosse apenas um mito inventado, como alguns opositores da Torá afirmam? Muito simples. Esperaríamos que somente a Torá mencionasse esse suposto evento, e nenhuma outra cultura fizesse referência a ele. Mas isso não é o que encontramos. O que vemos é o oposto total: praticamente todas as civilizações do planeta registram a mesma história fundamental — um dilúvio global e uma família resgatada em um barco.
Não consigo entender como alguém vê esse fato como um argumento contra a Torá. O Dilúvio aconteceu antes de a Torá ser dada. Portanto, é claro que culturas anteriores vão mencioná-lo. Isso é exatamente o que deveríamos esperar. E é exatamente isso que encontramos.
Sim, outros povos misturaram elementos mitológicos aos seus relatos. Isso faz parte do processo natural de transmissão oral ao longo de séculos. Mas o núcleo da história — a grande inundação e a família que sobrevive — permanece o mesmo. Isso não enfraquece o relato da Torá; pelo contrário, mostra que todas essas nações estão preservando, de forma imperfeita, o mesmo evento histórico.
É como o famoso jogo de “telefone sem fio”. Quem já brincou sabe: a frase original se mantém reconhecível, mas pequenas distorções aparecem ao longo do caminho. A diferença é que nós, judeus, temos uma Torá escrita, preservada sem interrupção, e divinamente inspirada. Não afirmo isso porque “o meu livro é melhor que o seu”, mas porque há uma cadeia ininterrupta de transmissão que remonta ao próprio evento. E, aliás, mesmo sociedades que não simpatizam conosco reconhecem abertamente que a Torá é a palavra de Hashem.
Agora imagine por um instante o cenário oposto. Suponha que a Torá descrevesse um dilúvio ocorrido há mais de quatro milênios, e que toda a humanidade descendesse dos sobreviventes — e ainda assim nenhuma outra cultura mencionasse qualquer coisa semelhante. Isso sim seria um problema monumental. Mas não é isso que encontramos. O que encontramos é exatamente o que esperaríamos encontrar se o Dilúvio fosse um acontecimento histórico real.
A não ser, é claro, que alguém queira acreditar que chineses, africanos, assírios e tantas outras culturas se reuniram para conspirar e inventar a mesma história. Isso seria absurdo.
Eu já ouvi pessoas extremamente inteligentes apresentarem esse argumento, e sinceramente me pergunto: de onde tiram essa ideia? O que chamam de “problema” é, na verdade, uma confirmação. O mundo inteiro retém lembranças desse evento. Cada cultura o relata com suas próprias “variações locais”, como aconteceria com qualquer fato histórico que se espalha por meio de tradição oral.
E isso me leva a outro exemplo contemporâneo. Pensem no 11 de setembro. O mundo inteiro fala desse acontecimento. Países diferentes contam a história com detalhes diferentes, e alguns até incorporam teorias conspiratórias. Isso não muda o fato fundamental: aviões colidiram com as torres gêmeas, com o Pentágono, e um deles caiu em um campo na Pensilvânia, e milhares de vidas foram perdidas naquele dia trágico. As variações nos detalhes não negam o evento; apenas refletem as narrativas próprias de cada sociedade.
Da mesma forma, culturas ao redor do mundo preservam relatos do Dilúvio. Algumas adicionam mitologias próprias; outras distorcem detalhes; algumas introduzem elementos lendários. Mas todas falam da mesma coisa: um dilúvio global e uma família que sobreviveu em uma arca.
E isso é exatamente o que esperaríamos encontrar se o evento realmente tivesse acontecido.
© Rav Tovia Singer
© Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info
Transcrito e traduzido do inglês por Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info: © Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info

