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APRESENTA
Pessach e os Bnei Noach
Como os Bnei Noach celebram Pessach?
Os Bnei Noach NÃO celebram Pessach (como os judeus o celebram) – este é o primeiro ponto.
O que isso significa? Significa que os Bnei Noach não tem de fazer tudo o que os judeus fazem e nem tem de deixar de fazer tudo o que o judeus deixam de fazer.
Portanto, a questão é: Bnei Noach NÃO cumprem a Mitsvá de Pêssach, pois não foram ordenados nela. E, assim, os Bnei Noach NÃO cumprem nenhuma Mitsvá de festividade judaica, incluindo a festividade do Shabát (sim, apesar de muitos não-judeus não saberem disso, o Shabát é uma Festividade, assim como o Pêssach o é — “Fale (Moshé) aos filhos de Israel, e diga-lhes: as festividades de D’us que vocês devem designar como celebrações sagradas, essas são Minhas festividades: …o sétimo dia é… uma celebração sagrada…; um [dia para se fazer] um shabát para D’us em todos os lugares que vocês (judeus) vivem. Estas são as [outras] festividades de D’us que devem ser designadas sagradas e que são fixadas em suas datas apropriadas”: Pêssach, Rosh Hashaná, Ióm Kipúr, Sucót… (Vaicrá/Levítico 23 da Torá Rashi, Editora Maayanot) —, e ambas as festividades (shabát e pêssach) celebram a mesma coisa: a saída do povo judeu do Egito, e por isso mesmo ambas são Mistvót (Mandamentos) festivos essencialmente judaicos* (ou seja, que dizem respeito à identidade e à natureza judaica×). O Pêssach é a celebração anual da saída do povo judeu do Egito enquanto o Shabát é a celebração semanal da saída do povo judeu do Egito.
* Para o Shabát, veja Vaicrá/Levítico 23:1-5, 44; Devarím/Deuteronômio 5:15; Shemót/Êxodo 16:1, 4-5, 22-23, 25-30; 31:12-17.)
× E o que isso quer dizer (de que dizem respeito à identidade e à natureza judaica)? Quer dizer o seguinte:
Os Bnei Noach descendem de Avrahám, Yitschák e Yaacóv? NÃO.
Os Bnei Noach foram escravos no Egito? NÃO.
Os Bnei Noach foram libertados da escravidão no Egito? NÃO.
Então, não faz sentido os Bnei Noach acharem que estão comprometidos com as Leis que regem o como se dá a observância de Pessach ou de qualquer outra festividade judaica.
Pêssach significa “passar acima”, porque Hashém passou acima dos lares judaicos poupando-os da última praga (a décima) que ELE enviou sobre os egípcios, a morte aos primogênitos, na primeira véspera da festividade do Pêssach.
O PRÓPRIO D’us, Hashém, disse:
“E se algum prosélito (não-judeu) habitar contigo (Israel) e quiser fazer o Pêssach a Havayah, todo macho deverá ser circuncidado (convertido), e então se chegará para celebrá-lo, e será como o natural da terra (de Israel); e nenhum incircunciso (não-convertido) [participará] dele. A Lei (da Torá, como modo de vida do judeu,) será a mesma para o natural (descendente de Israel) e o prosélito (convertido) que peregrina entre vós. Assim fizeram todos os filhos de Israel, como ordenou Havayah a Moshé e a Aharón; e assim fizeram. E … Havayah tirou os filhos de Israel da terra do Egito. … E Moshé disse ao povo (de Israel): Recordai este dia que saístes do Egito, da casa dos escravos; … e guardarás este estatuto em seu prazo de ano em ano.”
Shemót/Êxodo 12:48-13:10 *
* Leia o texto bíblico na íntegra para o mandamento propicialmente judaico de chamêts.
É óbvio que isso não quer dizer que os Bnei Noach não possam refletir em Pessach exatamente na prova, na evidência, no fato de que Hashem existe e que ELE é O D’us da História, e também de que ELE tem um povo para O representar entre as nações — e que daí a razão de ser só por meio dos judeus (de ser por meio do Judaísmo) que a humanidade pode saber hoje em dia das Sete Leis Noaíticas e de Bnei Noach.
Assim, nós, noaítas (ou os Bnei Noach justos) — que por nos tornarmos noaítas não significa que nos tornarmos integrantes de Israel — continuamos a ser não-judeus, porém, que reconheceram e aceitaram que O D’us de Israel é O MESMO D’us CRIADOR do universo, e que, então, passam a viver de acordo com SUAS Mitsvót (Leis) Universais — as que são universais, não as 613 Mitsvót — e que acreditam apenas no Tanách (bíblia judaica) como A Palavra de D’us.
Portanto, sempre temos de nos perguntarmos se querer realizar determinado detalhe que é observado como Mandamento por um judeu, se o queremos apenas por querer ou se há outros motivos.
Obviamente que toda a questão muda quando o ben-Noach quer se integrar ao Povo de Israel. Mas para isso não basta apenas “se sentir judeu” ou “ter um coração judaico”. É preciso estar no processo da Conversão. Aí sim, estando no processo de Conversão para se tornar integrante de Israel, esse ben-Noach vai aos poucos adicionando mais e mais Mitsvót essencialmente judaicas.
Foi exatamente isto o que o Rabi Maimônides disse nas Leis dos Reis (mais especificamente em 10:9 e 10): que aquele noaíta que passar a ir além das suas Leis Morais, absorvendo regras e rituais judaicos, já assumindo um modo de vida judaico, já se comportando como um judeu, que converta-se plenamente (ou seja, que conclua o processo da Conversão), e então poderá devidamente observar todos e quaisquer Mandamentos essencialmente judaicos.
“Moisés, nosso mestre, transmitiu a Torá e os [613] Mandamentos como herança propriamente aos judeus, conforme está escrito: «… a herança da comunidade de Jacó» (Devarim, 33:4), bem como àqueles entre os não-judeus que desejaram se unir ao povo judeu, conforme está escrito: “Tanto vocês quanto o estrangeiro” (Bemidbar, 15:15). Mas aquele [entre os não-judeus] que não quiser [se converter], não será obrigado a aceitar a Torá e os [613] Mandamentos. E Hashem ordenou, por meio de Moisés, que todo o mundo fosse obrigado a aceitar todos os mandamentos que foram dados a Noé.
Quem assumiu os Sete Mandamentos [Universais] e os cumpre escrupulosamente faz parte dos justos das nações do mundo e tem sua parte no Mundo Vindouro; contudo, somente se os tiver assumido e cumprido porque assim ordenou O ALTÍSSIMO na Torá, informando-nos por meio de Moisés, nosso mestre, que os descendentes de Noé receberam esses Mandamentos anteriormente. Mas quem cumpre essas Leis apenas porque as considera razoáveis, esse não é chamado de guer toshav, e não é dos justos das nações do mundo, e não é contado entre seus sábios.
Apenas o que se refere aos Sete Mandamentos [Universais] eles [os Bnei Noach justos] têm o direito de ensinar. E o não-judeu que observa as leis do shabat, mesmo em um dia de semana — se o transformou para si mesmo em algo semelhante ao Shabat, merece a morte [pelas mãos do Céu]; ainda mais se criou para si mesmo um feriado semelhante aos feriados prescritos pela Torá [ou seja, exatamente Pessach, Sucot, Shavuot…].
A regra geral é a seguinte: não se permite que alterem a lei [a Halachá] e inventem para si mandamentos adicionais a seu bel-prazer, mas que [o não-judeu] ou adote o Judaísmo [no sentido de Judeidade] e observe todos os Mandamentos, ou se contente com suas próprias Leis, sem acrescentar nada a elas nem retirar nada delas. E aquele que estudou [áreas d]a Torá [que lhe são proibidas], ou observou o shabat, ou inventou para si um novo mandamento, é submetido a punição corporal e castigado de outras formas, e é informado de que por isso merece a morte [isto é, eles o informam que ele merece a morte por isso: que O CRIADOR o responsabilizará por isso e o punirá com a morte]; mas não será executado [por mãos humanas].”
É por isso que destemidamente o Rav Zvi Aviner (baseado nas palavras acima do Rabi Maimônides) declara que “outro erro (cometido por certos rabinos e alguns judeus) é oferecer aos Bnei Nôach (não-judeus) os rituais judaicos que não têm sentido para eles”, e, que “é errado os não-judeus simplesmente copiarem os costumes (essencialmente) judaicos adaptando-os como seus.” Os não-judeus que assim procedem “estão equivocados“.
Então, nós, como Bnei Noach, só podemos refletir e não podemos fazer mais nada além disso?
Não foi isso o que foi dito.
De toda forma, o Rav Dr. Michael Schulman (Chabad), Diretor da Organização Ask Noah International (asknoah.org) — fundada inspirada no cumprimento da Campanha das Sete Mitsvót Universais da Torá lançada pelo Rebe do Chabad — uma organização judaica voltada para o fornecimento de orientações para a vida dos Bnei Noach, explica:
“Para os gentios, não há problema em simplesmente reconhecer o significado especial que D’us atribui ao sétimo dia judaico (o dia de se fazer Shabát) ou aos dias de festas judaicas. Eles podem saudá-los como dias especiais (por exemplo, com orações e leituras selecionadas da Torá).“
E como exatamente se faz isso durante os dias de Pêssach?
Continua o Rav Dr. Michael Schulman: “lendo e/ou discutindo as passagens da Torá sobre o Êxodo do Egito e/ou sobre os Mandamentos judaicos associados ao Pêssach.”
Veja também
Durante cada um dos dias de Pêssach, os Bnei Noach podem fazer suas orações como sempre fazem, e podem, se quiserem, fazer também as orações Yaalé Veiavó e Nishmát Col Chái do Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações virtual, quanto todas as outras apropriadas para essa Festividade que se encontram no livro digital GRATUITO (a partir do pôr do sol do dia civil equivalente ao primeiro dia judaico da celebração até antes do pôr do sol do dia civil equivalente ao último dia judaico da celebração).
O GUIA BNEI NOACH DE BÊNÇÃOS E ORAÇÕES foi revisado e aprovado, e é, naturalmente, recomendado, pelo Rav Shimshon Bisker, de Israel, o Rabino Supervisor do Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info.
Guia VIRTUAL de Bênçãos e Orações Diárias para os Bnei Noach Aprovado por Rav Shimshon Bisker
Guia de Preces no formato digital gratuito

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A Leitura Bíblica para os dias do Pêssach são:
● 20 Abril, 2019* (EM 2020, ao anoitecer de quarta, 8 Abril, e por quase todo o dia 9)
Êxodo 12:21-51;
Números 28:16-25; e,
Josué 3:5-7; Josué 5:2-6:1; Josué 6:27
* A contagem do dia judaico começa ao pôr do sol de Sexta-feira, 19 Abril, 2019. (Em 2020, ao pôr do sol de 8 Abril até o pôr do sol de 9 Abril, e assim sucessivamente.)
__________
● 21 Abril, 2019 (10, 2020)
Levítico 22:26-23:44
e
Reis II 23:1-9; Reis II 23:21-25
__________
● 22 Abril, 2019 (11, 2020)
Êxodo 13:1-16
__________
● 23 Abril, 2019 (12, 2020)
Êxodo 22:24-23:19
__________
● 24 Abril, 2019 (13, 2020)
Êxodo 34:1-26
__________
● 25 Abril, 2019 (14, 2020)
Números 9:1-14
__________
● 26 Abril, 2019 (15, 2020)
Êxodo 13:17-15:26
e
Samuel II 22:1-51
__________
● 27 Abril, 2019 (último dia do Pêssach em 2020: do anoitecer de quarta, 15 Abril, ao pôr do sol de quinta, 16 Abril, 2020)
Deuteronômio 14:22-16:17
e
Isaías 10:32-12:6
Uma pergunta:
Por que os judeus celebram Pêssach por 7 (sete) dias?
O Midrásh (Shemót Rabá 19:7) explica que embora os judeus tenham saído do Egito no primeiro dia de Pêssach, eles foram perseguidos pelos egípcios até a abertura do Mar Vermelho, que aconteceu sete dias depois. Portanto, embora o Êxodo tenha começado no primeiro dia, não foi completado até o sétimo dia. Os judeus são ordenados a celebrar esses sete dias.

