23a Parte do Curso Bnei Noach

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Parte 23 do Mini Curso Virtual Gratuito de Introdução ao Tema de Bnei Noach

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Shabat, festas judaicas e os Bnei Noach

 

O Shabát e as festividades judaicas não devem ser observados pelos Bnei Noach (noaítas). Por que?

Diz a Torá em Bereshít/Gênesis 8:22: “Dia e noite eles não descansarão”. Daqui aprendem os sábios no Talmúd (Sanhedrín 58b) que um “gentio que descansa, é passível de pena de morte”.

O conceito de “descanso” aqui se refere a tomar um dia da semana como dia de descanso religioso, quer dizer, em nome de D’us, mesmo que não o sétimo dia da semana. O conceito de “morte” aqui se refere à morte celestial, não à morte por uma corte terrestre.

Esta idéia está mencionada na lei judaica (halachá) em Rambám (Rabi Maimônides), Leis dos Reis, cap. 10, lei 9. Isto significa que os gentios tem proibida a observância do Shabát [incluindo honrá-lo, já que não se honra um ritual]. Isto não quer dizer que eles não podem descansar no sentido literal da palavra, e sim que esse descanso não pode ser em honra ao fato de que D’us criou o universo em seis dias e no sétimo dia descansou.

Por sua vez, em Shemót/Êxodo 31:12-17 a Torá diz claramente que o sétimo dia judaico é um dia para a festividade exclusiva para o povo judeu.

 

“12. D’US disse a Moshé

13. para falar aos israelitas e lhes dizer: Devem todavia cumprir os MEUS shabatót. É um sinal entre EU e vocês por todas as gerações, para fazer com que [os povos] compreendam que EU, D’US, os estou fazendo santos.

14. (Por conseguinte,) cumpram o Shabát como algo sagrado para vocês. Todo aquele que fizer trabalho (durante a festa do Shabát) será cortado espiritualmente de seu povo, e por conseguinte, todo aquele que o viole será condenado à morte.

15. Façam o seu trabalho durante os seis dias da semana, mas façam no sétimo dia [a festa do] Shabát de Shabatót, [uma festa] sagrada para D’US. Quem fizer qualquer trabalho no sétimo dia será condenado à morte.

16. Os israelitas, deste modo, farão o Shabát, e o dia de fazê-lo será um dia de repouso por todas as gerações, como pacto eterno.

17. É um sinal entre EU e os israelitas de que durante os seis dias da semana D’US fez o céu e a terra, mas no sétimo dia deixou de trabalhar e retirou-SE para o espiritual.”

 

Rabi Ráshi, um dos principais comentaristas da Torá, explica sobre o versículo 13 acima que a idéia de “um sinal” é que é uma mostra da grandeza do povo judeu que D’us lhes legou o Shabát. Logo ele explica que fazer com que compreendam se refere a que todas as nações do mundo saibam queEU, D’US, os estou fazendo santos”, ou seja, que D’us santifica o povo judeu com o Shabát.

Assim também todas as festividades mencionadas na Torá são sinais do vínculo entre o povo judeu e Hashém e se aplica à mesma lei [explicada por Rabi Maimônides,] de modo que os gentios não devem observar essas festas.

As exceções a esta regra são as festas do Rósh Hashaná, quando comemoramos a criação da humanidade — de todos os seres humanos —, e Ióm Kipúr, o dia da expiação.

O Talmúd (Rosh Hashaná 16a) explica que Rósh Hashaná é o dia do Julgamento Divino para todos os seres humanos e Ióm Kipúr, o dia da expiação, é o dia em que é selado esse julgamento. Daqui surge que estas duas festas têm relação com os gentios também.

No entanto, essa relação não é com os preceitos específicos de cada uma destas festas, como escutar o som do Shofár [e quanto mais tocá-lo] no Rosh Hashaná e jejuar no Ióm Kipúr, mas com o conteúdo conceitual da festa: Rosh Hashaná como o dia do julgamento e da aceitação de Hashém como REI sobre toda a criação e Ióm Kipúr como o dia da expiação das transgressões e do perdão divino.

A forma adequada que um gentio pode passar estes dias é recitando salmos. Todos os salmos. Em Ióm Kipúr pode-se adicionar, em algum momento do dia, uma confissão dos pecados do ano anterior, e inclusive de anos anteriores. Mas não como uma obrigação.

Rabino Tuvia Serber (Chabad)

 

© Rabi Tuvia Serber
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Bnei Noach podem celebrar Pessach?

Bnei Noach e Pessach (Parte II)

 

Perguntas & Respostas

Pergunta:
Bnei Noach podem celebrar Pessach?
O que Bnei Noach podem fazer e o que Bnei Noach não devem fazer em Pêssach?

 

Resposta por Projeto Noaismo Info:
Naturalmente, a resposta deveria ser óbvia para todas as pessoas. Ainda assim, há muitos gentios que têm essas dúvidas.
Todas as orientações necessárias sobre o que os Bnei Noach podem fazer e o que os Bnei Noach não devem fazer nos dias da Festividade Judaica do Pêssach em duas partes.

A primeira parte está aqui, com a resposta do Rabi Ashér Cácua, Colômbia.

 

Resposta por Rabí Asher Cacua:
É importante esclarecer que um Noaíta não pode observar os dias santos ordenados por Hashém para o povo judeu. Isto inclui festas como o dia do repouso ritual ([isto significa, lembrar de fazer o ritual judaico do Shabát no sétimo dia judaico e observá-lo adequadamente]) ou o Pêssach, pois estes dias foram ordenados apenas para o povo judeu. Observá-los constituiria a criação de uma nova religião e a pessoa não receberia nenhuma recompensa por sua observância.

Se um não-judeu quer cumprir todas as mitsvót relacionadas ao shabát ou à festividade (Pêssach ou qualquer outra) então ele deve converter-se, como diz o Rabi Maimônides (ou Rambám) em Hilchot Melachim 10:
“Um não-judeu que se aprofunda [no estudo da] Torá [para praticá-la integralmente como os judeus a praticam] é condenado a morte [pelas “mãos” dos Céus]. Os não-judeus podem se aprofundar apenas nas Sete Leis de Noá. Assim também, um não-judeu que descansa um dia da semana fazendo com que se pareça de qualquer forma a um dia de repouso religioso [judaico] também é merecedor da pena de morte [aplicada pelos Céus]. Nem é preciso dizer que o mesmo vale para fazer festas para si mesmo, como as festividades judaicas. Esta é a regra geral: [ele, o não-judeu] não pode criar uma nova religião e fazer as mitsvót para ele só porque ele quer. Ou ele deve converter-se em um judeu e manter todas as mitsvót ou ele deve abraçar sua fé e não somar ou subtrair dela. Se [um não-judeu] tem se aprofundado na [prática da] Torá [como se fosse um judeu], celebrado um dia de repouso ritual, ou tomado uma mitsvá para si mesmo, ele deve ser advertido de que ele merece a morte por ter criado uma nova religião.”

Quando o Rambám diz “Um não-judeu que se aprofunda na Torá merece pena de morte”, ele se refere a coisas que não tem nada que ver com [a prática das] suas 7 mitsvót, por isso ele diz mais adiante que se (alguém) quer guardar mais que 7 mitsvót então que se converta e guarde todas as mitsvót como deve ser; isto refuta àqueles que dizem que as 7 leis são um obstáculo para a conversão. Porém, há pessoas que querem assumir coisas (práticas ritualísticas) que gostam e por conseguinte acabam criando religiões [dentro do próprio movimento Bnei Noach], mas o conselho do Rabi Maimônides é “ou você se converte em judeu e vive como judeu ou se você não quer assumir todas as mitsvót então que você aceite sua identidade Noaítica e viva de acordo com ela”.

No entanto, há algumas mitsvót que o Noaíta pode fazer (no equivalente ao sétimo dia judaico — o dia para se fazer shabát, ou nos dias das festividades judaicas) de maneira voluntária se ele quiser, como, por exemplo, rezar, abençoar D’us, entre outras, contudo, deve-se indicar-lhe como fazê-las.

Nestes dias de pessach em que o povo judeu está celebrando a saída do Egito, o Noaíta pode fazer uma limpeza dos maus hábitos pessoais que afetam o seu cumprimento das 7 mitsvót e também o seu relacionamento com outras pessoas.

© Rabi Asher Cacua
© Traduzido do espanhol por Projeto Noaismo Info

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—”—

 

Excelente a resposta do Rabi Asher Cacua (dada em março de 2020).

 

Agora, a segunda parte da resposta em (neste nosso post de abril de 2019 no qual já citávamos o Rabi Maimônides):

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/04/11/pessach-e-os-bnei-noach/

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O cristianismo e o islamismo segundo a Torá

O cristianismo e o islamismo segundo a Torá

 

Por Rabi Jaim Mates Frim

 

O Rabi Manis Fridman disse: “O judaísmo não introduziu o monoteísmo no mundo, porque muitos idólatras acreditam em um único deus.” Tecnicamente o cristianismo não é idolatria[*], e o Rabi Maimônides diz que D-us o deixou existir para que os povos tivessem uma noção do Mashíach e aguardassem sua chegada, e quando ele chegasse eles veriam o erro deles e reconheceriam o verdadeiro (Mashíach). O problema com o cristianismo é que convenceram as pessoas a seguirem yeshu mostrando-lhes estátuas e fazendo-as acreditar que existe um diabo que se opõe (à vontade  de  D-us) e tem o mesmo poder — materializaram e deram entidade física para conceitos espirituais que não o têm. Lhes fazem acreditar que se não acreditarem nessas coisas virão a ser castigados eternamente, não terão a vida eterna, etc., e isso (tudo) é verdadeiramente idolatria e engano. O Islã tem algo parecido. Nasceu no meio de tribos nômades idólatras e lhes deu (junto com o seu maomecentrismo) a crença em um único deus mas que não está aqui [isto é, que ELE não é IMANENTE também]; o mundo não tem valor (algum) e sim deve ser destruído para desfrutar dos mesmos prazeres deste mundo mas no céu. Uma mente não refinada (pela Torá) não consegue entender a unicidade de D-us, que é bom e quem tem uma vontade e propósito. Por isso tem de se ensinar (Torá e) Chassidút para todas as nações para que (“elas conheçam o Pacto do Arco-celeste que Hashém fez com Noach e seus filhos tal como nos relata a Torá”, e então) se refinem, se elevem e possam sair de seus erros (por se tornarem Noaítas ou Bnei Noach).

 

[* Bem como qualquer religião que diga crer em apenas um deus.]

 

Por Rabi Jaim Mates Frim (Diretor Espanhol no Gal Einai Israel de Rechovot)

© Jaim Mates Frim
© Traduzido do espanhol por Projeto Noaismo Info

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Por que há discordância entre os próprios rabinos sobre a prática noaica?

Bendito é Hashém!

 

Nova página do Site:

https://a-fe-original–noaismo.info/por-que-ha-discordancia-entre-os-proprios-rabinos-sobre-a-pratica-noaica/

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Os três tipos de descendentes de Noá / os Dez Mandamentos Noaíticos / as Três Leis Devocionais dos Noaítas

O Site Bnei Noach
Projeto Noaismo Info
(a-fe-originalnoaismo.info)
APRESENTA

# Os três tipos de Descendentes de Noá
# Os Dez Mandamentos Noaíticos
# As Três Leis Devocionais dos Noaítas

Quem é o sábio das nações
O que é noaísmo e judaísmo

 

Perguntas e Respostas

 

Por Projeto Noaismo Info

 

P: Eu ouvi dizer que há diferentes tipos de Bnei Noach (e eu não consigo entender isso). Isso é verdade? E se sim, por que e quantos?

(Respondendo também a:
Quem é o sábio das nações?)

 

R: Há diferentes tipos de Bnei Noach (lê-se  benêi Nôarr).
São três tipos no total, sendo o mais básico exatamente o significado mais básico da expressão Bnei Noach, o significado literal e simples, “filhos ou descendentes (físicos) de Noé (Noá)”. Em outras palavras, qualquer pessoa. Em português, podemos utilizar a forma alternativa Noaída (tradução literal do inglês “Noahide”). Em grego, latim, inglês e português, o termo Noaída tem o único significado de “filhos” ou “descendentes de Noá” (no sentido amplo, geral, quer dizer, de toda a humanidade independentemente de fé).

Depois, há um tipo de “descendente de Noá” que apenas aparenta ser um noaíta.
Esse é aquela pessoa que pratíca as Sete Leis de Noá mas sem saber que elas são Leis Divinas, Leis que foram dadas pelo PRÓPRIO D’us para toda a humanidade, Leis de Hashém (Mitsvót) que o mundo todo deve seguir (ele não sabe que elas são Leis e que são chamadas de Leis de Noá ou Leis dos descendentes de Noá).
Ele as cumpre mas ele não é um noaíta, ele não segue o noaísmo (na verdade ele nem sabe da existência disso ou o que é isso).
Ele as cumpre apenas porque elas são “Leis racionais”. Ele as cumpre por achar que se trata de uma questão de lógica ou porque elas fazem sentido para ele. Ele acredita em Deus, mas ele não conhece Hashém ou a Torá. Ele pode praticar estas Leis até mesmo por causa de sua religião (mas é óbvio que se ele as cumpre devido à sua religião, tal religião não é fundamentada em Hashém e na Torá. Toda religião “revelada” é invenção de um falso profeta). Tal pessoa pode muito bem ser relativamente inteligente e boa. Isso é louvável. E mesmo sem saber do noaísmo, sem ser um noaíta, mas porque as pratíca, essa pessoa será devidamente recompensada por Hashém. Porém, nas próprias palavras do Rabi Maimônides, “ela não é um guer tosháv, nem é devota de Hashém entre os gentios, e nem é sábia.”

Quando um não-judeu conhece Hashém baseado na Torá através do povo judeu, e ele adota para si mesmo o noaísmo, então ele se torna um noaíta (inglês: Noahite) — um descendente espiritual de Noá. Neste caso, o noaíta pratíca suas Leis não apenas por questão intelectual ou de lógica, por serem racionais, antes, as próprias Leis já não são mais apenas meras “regras sociais” ou “regras religiosas” (regras religiosas, quer dizer, ensinamentos dos seus falsos profetas), elas são Mitsvót, quer dizer, Leis Divinas (Leis de Hashém). E a partir daqui entramos então em uma outra dimensão. O noaíta finalmente aprende e entende que existem outras TRÊS Leis aparte das Sete básicas e que estas TRÊS Leis são na verdade o fundamento (a base) das Sete Leis mais básicas, o fundamento de sua Fé, o fundamento do noaísmo.

Três Leis aparte das Sete Leis básicas iniciais?
Sim.

Os mandamentos judaicos são 613 e a base deles são aqueles que nós conhecemos como ‘os Dez Mandamentos’.
Agora, você sabia que a base dos mandamentos noaíticos (não judaicos) também são Dez — Dez Mandamentos Noaíticos (mas que são denominados ‘Sete’* porque são divididos em dois grupos, um de Três e um de Sete)?
E quais são estas Três Mitsvót não incluídas nas Sete?

* Certamente que se a base dos mandamentos noaíticos fosse chamada de “Dez Mandamentos”, isso causaria uma tremenda de uma confusão com os “Dez Mandamentos” (judaicos). Por isso foi denominada “Sete Mandamentos”.

 

Enquanto que as Sete Mitsvót são Leis Morais, as outras Três são Leis Espirituais (ou Leis Devocionais), que podem ser resumidas em quatro ou três palavras-chave:
Hashém-Torá-Moshé-Espiritualidade,
ou então,
Hashém-Torá-Moshé (Moshé/Moisés também representando então o povo judeu).
Como noaíta, a pessoa vem a conhecer Hashém e passa a servi-LO entendendo que foi Hashém QUEM ordenou as Sete Leis a toda a humanidade na Torá através de Moshé e, desde então, do povo judeu, e, que Hashém não deu nenhuma religião a ninguém.
E como foi dito, estas TRÊS Mitsvót são o fundamento das Sete Leis mais básicas, o fundamento da Fé Noaítica, o fundamento do noaísmo.
Assim, estas são as Três Mitsvót Devocionais antes das Sete:

1. Conhecer Hashém
(a primeira e maior mitsvá universal espiritual/devocional não é simplesmente acreditar em algum deus, nem mesmo sequer simplesmente crer no D’us, mas conhecer O Hashém, como está escrito (no Livro bíblico de Bnei Noach, o Gênesis): “E O Hashém D’us ordenou ao ser humano”.);

2. Conhecer a Torá
(estudando-a e aprendendo-a com o povo de Israel, com os judeus, que, como disse o profeta judeu Yeshaiáhu (Isaías), são as verdadeiras testemunhas de D’us — as Testemunhas de Havayáh:
“Diz Havayáh, teu CRIADOR, ó (filhos de) Yaacóv, AQUELE que te formou, ó (nação de) Israel: … Vocês são Minhas testemunhas, declara Havayáh, e Meus servos, a quem EU escolhi, de modo que vocês conhecerão e acreditarão em MIM, e entenderão que EU sou ELE; antes de MIM nada foi criado por um deus, e depois de MIM não haverá!” (43:1, 10)
Pois, “foi mostrado a vocês (judeus) para saber que Havayáh é Haelohím — O D’us, e não há ninguém além DELE.” (Devarím/Deuteronômio 4:35-39)
Através da entrega da Torá de Hashém para os judeus no Har Sinái, “o mundo viu uma nação conhecedora de D’us” — nas palavras do Rabi Maimônides (Hilchót Avodát Kochavím Vechukót Hagoím). E naquela ocasião, foi revelado que já existia uma Torá para os gentios — as Sete Mitsvót Universais — que foi dada a Adám e Chavá e a Nôach e Naamá. Em outras palavras, desde a criação da humanidade já existia uma Torá Universal. E 2448 anos depois, veio a existir também uma Torá Judaica — uma Torá essencialmente judaica, propícia aos judeus.); e,

3. Ao cumprir as Duas Mitsvót Universais Devocionais acima, os noaítas (os não-judeus que tornaram-se devotos de Hashém) consequentementemente cumprem a Terceira Mitsvá Espiritual:
“Não se deve permitir dar origem a alguma religião.” (Rabi Maimônides, As Leis dos Reis 10:9)
(Hashém deu à humanidade espiritualidade — uma natureza espiritual — não religião.
E além disso, não-judeu algum consegue conhecer Hashém e a Torá e o Noaísmo através de alguma religião. Apenas através do vulgarmente chamado ‘Judaísmo’ — mais precisamente Os Princípios de Fé da Torá é que é possível chegar à Verdade da espiritualidade. Apenas o ‘Noaísmo’ e o ‘Judaísmo’ são Revelações de Hashém. Todas as religiões, qualquer uma delas*, são invenções.

* Isso inclui o cristianismo (incluindo a sua vertente hebraísta: os messiânicos), o kardecismo e o maometismo (muhammatismo).

 

Enquanto que um não-noaíta pode (ou não) se identificar com alguma religião, qualquer uma delas, é óbvio que o noaíta, que é a pessoa que é devota de Hashém, só se identifica com o próprio noaísmo, não com qualquer religião. Ele sabe que todo e qualquer fundador das religiões é falso profeta e que toda e qualquer escritura das religiões não é a Palavra de Hashém (a propósito, é interessante parar para pensar no fato de que de todos os livros sagrados de todas as religiões, apenas a Torá — querendo dizer todo o Tanách (bíblia judaica) — contém a Própria Assinatura de Hashém, o Nome essencial de D’us, Havayáh).
Como afirma o Rabi Tzvi Freeman do Chabad:
“A Torá [é] a mensagem de D’us para toda a humanidade.”).

 

O noaíta portanto pratíca antes das Sete Categorias de Leis Divinas Universais as Três Leis Divinas Devocionais: ele conhece Hashém (através da Torá), ele conhece a Torá (através dos judeus), e conhecendo Hashém e a Torá ele não inventa religiões e sai das religiões e exerce sua fé praticando suas Mitsvót. Obviamente, o Caminho Espiritual do noaíta é o noaísmo; a Fé (ou os Princípios de Fé) do noaíta é o noaísmo*.

* “Noaísmo”, de Noá + ismo, mas não significando, como já foi exposto, que foi fundado por Noá ou que os noaítas são seguidores (discípulos) de Noá (da mesmíssima forma que “Judaísmo” não significa que foi fundado por Judá (Yehudá) ou que os judeus são seguidores (discípulos) de Judá).
O noaísmo também é chamado de movimento Bnei Noach ou mais exatamente movimento Bnei Noach da Torá.

 

Noaísmo é o nome que se dá ao Conjunto de Princípios de Fé e Princípios de Valores Humanos dados pelo PRÓPRIO Hashém de maneira universal, i.e., para toda a humanidade — esta é a Torá noaítica. Enquanto que judaísmo é o nome que se dá ao mesmo Conjunto de Princípios de Fé e Princípios de Valores Humanos dados pelo PRÓPRIO Hashém só que em mais detalhes e de maneira particular, i.e., em especial para um povo inteiro mas um único povo, os judeus, porém, acrescidos de rituais (que são as Mitsvót Edót, sinais e símbolos identificadores e testemunhais, por isso, propícios aos judeus) e de outros tipos de leis (como por exemplo, as territoriais; etc) — esta é a Torá israelítica.

 

Foi do noaíta que o Rabi Maimônides falou quando escreveu:
“Qualquer pessoa que aceita o cumprimento destas Sete Categorias de Mitsvót e é cuidadosa na sua observância, (quando ela mora na Terra de Israel na época do Templo Sagrado ela) é chamada de residente estrangeiro (guer tosháv, ou, quando não assim, ela então) é considerada como um dos devotos de Hashém entre os gentios (também considerada como gentio justo e/ou gentio sábio) e terá o mérito de compartilhar do Mundo Vindouro.
Isto se aplica somente quando ela as aceita e cumpre, porque Hashém, abençoado Seja, ordenou-lhes isto na Torá e nos informou através de Moshé Rabênu (nosso mestre) que mesmo previamente os descendentes de Noá foram obrigados a cumpri-las.”

Como vemos claramente, o noaíta só é noaíta porque ele é “um gentio devoto de Hashém”, ele devota Hashém, ele é servo de Hashém. Como nos explica o nosso querido Rabino, o Rabino Supervisor do Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info, Rav Shimshon Bisker, de Israel: É fundamental saber que para ser considerado um Ben Noach Justo, ou seja, para ser considerado que se está cumprindo as Leis de Noach e ser incluído entre os “chassidei umót haolam” (Justos das Nações) existe uma condição:
Crença em D’us e reconhecer a origem das Sete Leis que são transmitidas através da Torá!”
Como noaíta ele é chamado por vários nomes além de noaíta (ou então Bnei Noach) e devoto (ou servo) de Hashém entre as nações. Ele também é conhecido como justo das nações e/ou sábio das nações. ‘Justo’ porque pratíca a Vontade Divina pelas Mitsvót Universais. ‘Sábio’ porque como declara um dos sete versículos da bíblia judaica (Tanách) que o Rabi Dr. Jacob Immanuel Schochet (do Chabad, o primeiro rabino supervisor da Ask Noah, Instituição judaica criada como uma resposta à Campanha do Rebe do Chabad de divulgar as Universais Mitsvót de Hashém a toda a humanidade), recomendou para as crianças noaítas aprenderem e recitarem:
“A sabedoria é o temor de Hashém e a inteligência é saber evitar o mal (mediante o temor de Hashém).” (Jó 28:28)
E também como declara o Tehilím/Salmos 111:10:
“O princípio da Chochmá/sabedoria é o temor (reverência) de Hashém — (é) (discernimento) bom senso para todos os que realizam os mandamentos de D’us.”
Como dissemos, um não-noaíta pode ser uma pessoa relativamente boa e inteligente, mas se ele não devota Hashém, como ele pode ser um gentio justo? Se ele não devota Hashém, como ele pode ser um gentio sábio?
O Pirkêi Avót, Capítulo 3 Mishná 17, já dizia:
“Rabi Elazár ben Azariá disse: Se não há Lei Divina — Torá, não há conduta social adequada; se não há conduta social adequada, não há Lei Divina — Torá. Se não há sabedoria, não há temor a D’us; se não há temor a D’us, não há sabedoria. Se não há conhecimento, não há entendimento; se não há entendimento, não há conhecimento.”

O livro “Sháar HaEmuná Ve’Iesód HaChassidút, Entrada da Porta do Beit Yaakóv” do Rabi Gershon Chanoch Henoch Leiner de Radzin, explica (conforme comentário do Rabi Betzalel Edwards):

“A crença em D’us (Hashém) nos leva a temê-LO, o que motiva uma pessoa a observar os mandamentos da Torá. No entanto, este temor (a D’us) é um medo que nasce da consciência da transcendência absoluta de D’us. Assim, seria mais precisamente chamado de “consciência” ou “reverência” da Divindade.”
E o livro prossegue (agora conforme o autor, o Rabi Gershon):
“O Zôhar escreve: “No princípio criou D’us …”. Este é o primeiro mandamento, que se chama “Temor a Hashém”. Desta forma, o mundo inteiro depende deste mandamento. Assim, o temor de Hashém é a própria soberania de D’us e contém dentro de si todos os mandamentos da Torá.
[Mas aí, diante disso tudo, vem a questão:]
Se a pessoa não conhece a Torá, ou a recompensa e a punição por manter ou transgredir seus mandamentos, ou AQUELE que criou a Torá e a dá a Israel (e uma parte à humanidade), como então ela pode temer D’us e guardar Seus mandamentos? Por esta razão [está escrito]: “Conhece (tu) O D’us de vossos pais (Adám e Nôach) e serve-O.” Pois se alguém não conhece AQUELE que lhe deu a Torá (Universal) e lhe ordenou que a guardasse, como então pode temê-LO e cumprir Seus mandamentos?”

Portanto, sábio é a pessoa que conhece e teme (reverencia) Hashém, e que O devota, cumprindo SEUS Mandamentos. Além de que, para o Rabi Maimônides, também é sábio (sensato) aquela pessoa gentia que por sua própria inteligência descobre estas Mitsvót universais no livro de Gênesis e por iniciativa própria resolve aceitá-las (entendendo por si só — quer dizer, sem contato algum com qualquer judeu — que é isto o que D’US quer dela) (sendo que, posteriormente, aprendendo que elas são válidas porque foram dadas novamente para a humanidade mas desta vez mediante a Entrega da Torá no Sinai, e assim estudando-as com um judeu e praticando-as devidamente, então aí se tornará um justo). Mas para isso, os não-judeus têm de saber da existência de uma Torá Universal, de uma Torá para os não-judeus, as Sete Categorias de Mitsvót Noaíticas. E foi por isso mesmo que o Rabi Maimônides legislou:

“Da boca do Todopoderoso, Moshé, nosso mestre, ordenou-nos (a nós judeus, em todas as épocas e lugares,) a obrigar todos os habitantes do mundo a aceitar sobre si mesmos os mandamentos Divinos (Mitsvót) dados aos descendentes de Nôach.”

Resumindo, temos Três tipos de descendentes de Noá.
Um é qualquer indivíduo, pois qualquer um é descendente de Noá. Esses são Noaídas.
O outro, é o descendente de Noá que cumpre parcialmente as Mitsvót Noaíticas (sem saber disso).
Ele — parcialmente — as cumpre ou porque são leis sociais (daí ele pode até mesmo ser ateu), ou porque são leis religiosas (quer dizer, porque são regras de sua religião, ensinamentos dos falsos profetas inventores dessas religiões). Mas, obviamente, ele não é noaíta, ele não segue o noaísmo, ele não devota Hashém.
E por fim, temos o descendente espiritual de Noá, o noaíta. Ele segue o Noaísmo, ele devota Hashém, por isso é um noaíta. O noaíta é o devoto de Hashém entre as nações. O noaíta é o justo das nações. O noaíta é o sábio das nações.
O noaíta pratíca todas as Mitsvót Noaíticas, a Torá para os não-judeus.
A base das Mitsvót Noaíticas são os Dez Mandamentos Noaíticos — os Dez Mandamentos dos noaítas (que não é a mesma coisa que os Dez Mandamentos judaicos).
Os Dez Mandamentos Noaíticos são divididos em dois grupos, sendo o mais famoso aquele que foi denominado de “Sete Leis”. Estas Sete Leis são as Leis Morais mais básicas, o mínimo a ser cumprido. Pois o máximo compõe-se de várias dezenas.
O outro grupo dos Dez Mandamentos Noaíticos é o das Três Leis Devocionais, que são na verdade o próprio fundamento das Sete Leis mais básicas. As Três Leis Devocionais dos noaítas são o fundamento da Fé Noaítica, o fundamento do noaísmo.
Estas são conhecer Hashém e devotá-LO, estudar a Torá com o Povo de Hashém, os judeus, e, não inventar religiões e abandoná-las (que, como já exposto, inclui, obviamente, cristianismo e islamismo).

Por Projeto Noaismo Info

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Pessach e os Bnei Noach

Pessach e os Bnei Noach

 

Como os Bnei Noach celebram Pessach?

 

Os Bnei Noach NÃO celebram Pessach.

Os Bnei Nôach NÃO celebram Pêssach e os Bnei Nôach NÃO celebram nenhuma festividade judaica, incluindo a festividade do Shabát (sim, apesar de muitos não-judeus não saberem disso, o Shabát é uma Festividade, assim como o Pêssach o é — “Fale (Moshé) aos filhos de Israel, e diga-lhes: as festividades de D’us que vocês devem designar como celebrações sagradas, essas são Minhas festividades: …o sétimo dia é… uma celebração sagrada…; um [dia para se fazer] um shabát para D’us em todos os lugares que vocês (judeus) vivem. Estas são as [outras] festividades de D’us que devem ser designadas sagradas e que são fixadas em suas datas apropriadas”: Pêssach, Rosh Hashaná, Ióm Kipúr, Sucót… (Vaicrá/Levítico 23 da Torá Rashi, Editora Maayanot) —, e ambas as festividades (shabát e pêssach) celebram a mesma coisa: a saída do povo judeu do Egito, e por isso mesmo ambas são mandamentos festivos exclusivamente judaicos*. O Pêssach é a celebração anual da saída do povo judeu do Egito enquanto o Shabát é a celebração semanal da saída do povo judeu do Egito.

* Para o Shabát, veja Vaicrá/Levítico 23:1-5, 44; Devarím/Deuteronômio 5:15; Shemót/Êxodo 16:1, 4-5, 22-23, 25-30; 31:12-17.)

 

Por que os Bnei Noach não celebram Pessach? Porque Bnei Noach NÃO são judeus. Por que os Bnei Nôach haveriam de celebrar Pêssach (ou qualquer outra festividade judaica) se não são judeus?

Os noaítas ou Benêi Nôach (literalmente, Descendentes de Noá) são NÃO-judeus que reconheceram e aceitaram que O D’us de Israel é O MESMO D’us CRIADOR do universo e que vivem de acordo com SUAS Mitsvót (Leis) Universais e que acreditam apenas no Tanách (bíblia judaica) como A Palavra de D’us.

Portanto, é absolutamente impertinente para os Bnei Nôach (como para qualquer outro não-judeu) o Pêssach ou qualquer outra festividade judaica, incluindo a do Shabát.

Os Bnei Nôach descendem de Avrahám, Yitschák e Yaacóv? NÃO.
Os Bnei Nôach foram escravos no Egito? NÃO.
Os Bnei Nôach foram libertados da escravidão no Egito? NÃO.
Então, não faz sentido os Bnei Nôach quererem honrar o ritual festivo do Pêssach. (Como não faz sentido algum os Bnei Nôach quererem honrar o ritual festivo do Shabát ou qualquer outro ritual festivo judaico.)
Pêssach significa “passar acima”, porque Hashém passou acima dos lares judaicos poupando-os da última praga (a décima) que ELE enviou sobre os egípcios, a morte aos primogênitos, na primeira véspera da festividade do Pêssach.

 

O PRÓPRIO D’us, Hashém, disse:

“E se algum prosélito (não-judeu) habitar contigo (Israel) e quiser fazer o Pêssach a Havayah, todo macho deverá ser circuncidado (convertido), e então se chegará para celebrá-lo, e será como o natural da terra (de Israel); e nenhum incircunciso (não-convertido) [participará] dele. A Lei (da Torá, como modo de vida do judeu,) será a mesma para o natural (descendente de Israel) e o prosélito (convertido) que peregrina entre vós. Assim fizeram todos os filhos de Israel, como ordenou Havayah a Moshé e a Aharón; e assim fizeram. E … Havayah tirou os filhos de Israel da terra do Egito. … E Moshé disse ao povo (de Israel): Recordai este dia que saístes do Egito, da casa dos escravos; … e guardarás este estatuto em seu prazo de ano em ano.”
Shemót/Êxodo 12:48-13:10 *

* Leia o texto bíblico na íntegra para o mandamento estritamente judaico de chamêts.

 

Portanto, um não-judeu até pode realmente sentir vontade — ter o desejo — de observar alguma data exclusivamente judaica ou algum rito caracteristicamente judaico, mas é óbvio (ou pelo menos deveria ser óbvio) que para isto ele (o não-judeu) deve converter-se.

Foi exatamente isto o que o Rabi Maimônides disse nas Leis dos Reis 10:9 e 10, que aquele noaíta que passar a ir além das suas Leis Morais, absorvendo leis e rituais judaicos, já assumindo um modo de vida judaico, já se comportando como um judeu, que converta-se, e então poderá devidamente observar quaisquer mandamentos particularmente judaicos.

“Assim também, um gentio que faz um Shabát, i.e., que realiza um descanso ritual — em qualquer dia da semana (podendo ser até mesmo no próprio sétimo dia) —, é passível (de punição). Nem é necessário dizer, ele é passível de punição se cria um dia de festividade (religiosa, incluso por estar copiando festividades judaicas,) para si próprio.

Em geral se adota o seguinte princípio nestas questões: Não se deve permitir dar origem a alguma religião ou criar novas Mitsvót para si mesmos baseados nas suas próprias decisões (incluso de querer imitar os judeus). (Se eles querem praticar as Leis Rituais,) eles podem se tornar convertidos justos e aceitar todas as 613 Mitsvót (estritamente judaicas, como lembrar e honrar o Shabát, celebrar as festividades judaicas (Pêssach,  Sucót, Chanucá …) etc.) ou eles devem permanecer com as instruções designadas para eles ( – que são as Leis Morais – ) sem acrescentar (incluso rituais inventados por si mesmos ou copiados dos judeus) ou diminuir (por suas próprias inferências). – Rabi Maimônides, As Leis dos Reis 10:9, 10.

É por isso que destemidamente o Rabi Zvi Aviner (baseado nas palavras acima do Rabi Maimônides) declara que “outro erro (cometido por certos rabinos e alguns judeus) é oferecer aos Bnei Nôach (não-judeus) os rituais judaicos que não têm sentido para eles”, e, que “é errado os não-judeus simplesmente copiarem os costumes (particularmente) judaicos adaptando-os como seus.” Os não-judeus que assim procedem “estão equivocados”.

O Rabi Dr. Michael Schulman (Chabad), Diretor da Organização Ask Noah International (asknoah.org) — fundada inspirada no cumprimento da Campanha das Sete Mitsvót Universais da Torá lançada pelo Rebe do Chabad — uma organização judaica voltada para o fornecimento de orientações para a vida dos Bnei Noach, explica:
“Para os gentios, não há problema em simplesmente reconhecer o significado especial que D’us atribui ao sétimo dia judaico (o dia de se fazer Shabát) ou aos dias de festas judaicas. Eles podem honrá-los como dias especiais (por exemplo, com orações e leituras selecionadas da Torá). Mas, os Bnei Noach não devem observar os mandamentos das festividades bíblicas judaicas. Eles não devem cumprir os mandamentos judaicos que são apenas religiosos e não têm nenhum benefício prático para Noaítas.”

E o que é que os Bnei Nôach podem fazer durante os dias de Pêssach?

Como dito acima, “os Bnei Noach podem orar e fazer leituras selecionadas da Torá, e” também podem, como diz o Rabi Dr. Michael Schulman, “ler e/ou discutir as passagens da Torá sobre o Êxodo do Egito e/ou sobre os mandamentos judaicos associados ao Pêssach.”

 

Veja também

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/05/27/bnei-noach-podem-celebrar-as-festividades-judaicas-ou-alguma-delas/

 

Durante cada um dos dias de Pêssach, os Bnei Nôach podem fazer suas orações como sempre fazem, e podem, se quiserem, fazer também as orações Yaalé Veiavó e Nishmát Col Chái do Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações em PDF (a partir do pôr do sol do dia civil equivalente ao primeiro dia judaico da celebração até antes do pôr do sol do dia civil equivalente ao último dia judaico da celebração).

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A Leitura Bíblica para os dias do Pêssach são:

20 Abril, 2019* (EM 2020, ao anoitecer de quarta, 8 Abril, e por quase todo o dia 9)

Êxodo 12:21-51;
Números 28:16-25; e,
Josué 3:5-7; Josué 5:2-6:1; Josué 6:27

 

* A contagem do dia judaico começa ao pôr do sol de Sexta-feira, 19 Abril, 2019. (Em 2020, ao pôr do sol de 8 Abril até o pôr do sol de 9 Abril, e assim sucessivamente.)
__________

 

21 Abril, 2019 (10, 2020)

Levítico 22:26-23:44
e
Reis II 23:1-9; Reis II 23:21-25

__________

 

22 Abril, 2019 (11, 2020)

Êxodo 13:1-16

__________

 

23 Abril, 2019 (12, 2020)

Êxodo 22:24-23:19

__________

 

24 Abril, 2019 (13, 2020)

Êxodo 34:1-26

__________

 

● 25 Abril, 2019 (14, 2020)

Números 9:1-14

__________

 

26 Abril, 2019 (15, 2020)

Êxodo 13:17-15:26
e
Samuel II 22:1-51

__________

 

27 Abril, 2019 (último dia do Pêssach em 2020: do anoitecer de quarta, 15 Abril, ao pôr do sol de quinta, 16 Abril, 2020)

Deuteronômio 14:22-16:17
e
Isaías 10:32-12:6

 


 

Uma pergunta:

Por que os judeus celebram Pêssach por 7 (sete) dias?

 

O Midrásh (Shemót Rabá 19:7) explica que embora os judeus tenham saído do Egito no primeiro dia de Pêssach, eles foram perseguidos pelos egípcios até a abertura do Mar Vermelho, que aconteceu sete dias depois. Portanto, embora o Êxodo tenha começado no primeiro dia, não foi completado até o sétimo dia. Os judeus são ordenados a celebrar esses sete dias.

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Nova página do site do Projeto Noaismo Info

 

No mês de aniversário do Projeto Noaísmo Info, uma nova página, graças a D’us.

Confira:

https://a-fe-original–noaismo.info/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

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O cristianismo NÃO é o melhor caminho para os não-judeus

O cristianismo (ou o islamismo, ou qualquer outra religião) NÃO é o melhor caminho para os não-judeus

 

Por Projeto Noaismo Info

 

Perguntas E Respostas

 

Pergunta
O que o Rabi Maimônides quis dizer com o cristianismo ser o melhor caminho para os cristãos?

 

Resposta
Onde você leu isso?

Ou foi alguém que lhe falou que ele disse isso?

Acontece que o Rabi Maimônides nunca disse isso.
O Rabi Maimônides nunca disse que alguma religião, qualquer que seja, é o melhor caminho para esses ou aqueles não-judeus. Ele nunca disse que os não-judeus podem ou devem ser cristãos, ou maometistas, ou qualquer outra coisa. Muito pelo contrário, ele disse que “Moisés foi ordenado pelo TODOPODEROSO a compelir TODOS OS HABITANTES DO MUNDO a aceitar as leis transmitidas aos descendentes de Noá.”
Afirmar que o Rabi Maimônides disse que o cristianismo (ou o maometismo — islamismo) é o melhor caminho para os não-judeus — ou que uma religião específica é o melhor caminho para algum povo não-judeu — é inventar palavras e colocá-las em sua boca, é distorcer seu ensinamento tão claro de que ‘foi O PRÓPRIO CRIADOR (através da Torá) QUEM ordenou a todas as pessoas do mundo o cumprimento das Sete Leis de Noá.’ Deste modo, infelizmente, até mesmo rabinos que defendem que não-judeus continuem sendo cristãos ou maometistas (muçulmanos) — que afirmam que não há problema nisso — estão indo contra o que o Rabi Maimônides ensinou.

Segundo o Rabi Maimônides, não existe o “melhor” caminho espiritual para os não-judeus. Existe sim O ÚNICO Caminho Espiritual para os não-judeus, O Caminho LEGÍTIMO, que é O Caminho Original, O Caminho conhecido como Bnei Noach, O Caminho dos Filhos de Noá. (Este é O Caminho para cada “ben Nôach” (“filho de Noá”) e para cada “bat Nôach” (“filha de Noá”), para todos os “benêi Nôach” (“filhos de Noá”) e para todas as “banót Nôach” (“filhas de Noá”).) A alternativa para aquele que não deseja ser noaíta é tornar-se judeu. Portanto, segundo o Rabi Maimônides, existem apenas Dois Caminhos Espirituais para a humanidade seguir, o Judaísmo para os judeus e para aqueles não-judeus que desejam cumprir todos os (613) mandamentos da Torá (que então passam pela conversão), e as Leis Noaíticas para os não-judeus. O Rabi Maimônides declarou que “qualquer pessoa que aceita o cumprimento destes Sete preceitos [de Noá] e é cuidadosa na sua observância, é considerada como um dos devotos [de D’us] entre os gentios e terá o mérito de compartilhar do Mundo Vindouro.
Isto se aplica somente quando ela os aceita e cumpre, porque O SANTÍSSIMO, abençoado Seja, ordenou-lhes isto na Torá e nos informou através de Moisés, nosso mestre, que mesmo previamente, os descendentes de Noá foram obrigados a cumpri-los.
No entanto, se a pessoa cumpre os preceitos por convicção intelectual, ela não é devota [de D’us] entre os gentios e nem sábia.”

Fato é que o Rabi Maimônides declarou explícitamente:

“Não devemos lhes permitir (aos não-judeus) que criem qualquer religião”, pois a única “religião” dada pelo PRÓPRIO D’us para toda a humanidade é a “religião” da Torá (que é composta de dois caminhos: o judaísmo para os judeus, e o noaísmo para os noaítas), e que os gentios não devem criar quaisquer “ritos (práticas) de religiões” (já que o seu caminho espiritual, o noaísmo, é um movimento e é um Código de moralidade, e portanto, é desprovido de rituais caracteristicamente religiosos). Portanto, é uma mitsvá (ordem divina) para os não-judeus não criarem religiões, e, por conseguinte, não pertencer a nenhuma delas.

Para mais considerações sobre este tema, veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/09/01/the-sons-of-noahos-filhos-de-noah/

(Em particular o “Mito #2“.
Mas será interessante e importante ler a matéria inteira.)

 

O que o Rabi Maimônides declarou sobre o cristianismo e o maometismo foi que, uma vez que esses foram inventados, ainda assim, de alguma forma, eles acabaram por difundir (mais rapidamente e mais abrangentemente) em todo o mundo alguns conceitos originalmente judaicos — obviamente distorcidos, adulterados, é verdade, mas — espalharam pelo mundo inteiro idéias como a criação do mundo por um único deus, leis divinas, o messias, a ressurreição dos mortos, entre outras. Assim, ter D’us permitido a existência dessas invenções (religiões) serviu ao propósito de na revelação do mashíach (o verdadeiro messias) o mundo todo prontamente reconhecê-lo e aceitá-lo. (É o que chamaríamos — segundo o ditado popular — de “o tiro saiu pela culatra”. Ou seja, é lógico que tais religiões foram inventadas para a dominação e controle das massas, mas ao mesmo tempo, sem querer, essas mesmas massas já foram (ou já estão) (de algum modo) preparadas para o derradeiro destino do mundo, de modo que, assim que mashíach for revelado, elas facilmente, sem dificuldades, perceberão que foram enganadas e iludidas, e retornarão à Fé Original (A Fé em Hashém).
Isto já está acontecendo, sim, exatamente agora, em nossos dias.)

“A intenção do CRIADOR do mundo não está ao alcance da compreensão do homem, porque [conforme Isaías 55:8] SEUS caminhos não são nossos caminhos, nem SEUS pensamentos são nossos pensamentos. [Eventualmente,] todos os atos de Jesus e de Muhammed, que surgiu depois dele, servirão somente para preparar o caminho para a vinda do Mashíach e para o melhoramento do mundo inteiro, motivando as nações a servirem D’us juntas, como [Sofonias 3:9] declara: ‘Então EU farei os povos puros de palavras para que todos proclamem O Nome de Havayah e O sirvam de comum acordo.’
Como isto acontecerá? [Em decorrência da invenção dessas religiões,] o mundo inteiro já está familiarizado com o assunto do Messias, da Torá e dos mandamentos. Estes assuntos foram difundidos e se espalharam até as nações mais distantes, para muitas nações [até então] de coração teimoso, [mas] que [agora] discutem estes assuntos e os mandamentos da Torá. [As nações cristãs] dizem: ‘Estes mandamentos são verdadeiros, mas não estão em vigor na era atual e não são válidos para todas as épocas.’ [As nações maometanas] dizem: ‘Nos mandamentos há conceitos ocultos que não podem ser entendidos de maneira simples. O “messias” [Muhammed] já veio e já os revelou.’
Então quando Mashíach, o verdadeiro messias,” for revelado, “todas as nações retornarão e entenderão que seus ancestrais lhes legaram uma falsa herança e seus “profetas” e ancestrais levaram-nas ao erro.”
(Maimônides, As Leis dos Reis, 11:4.)

 

Veja também:

https://a-fe-original–noaismo.info/2020/03/24/o-cristianismo-e-o-islamismo-segundo-a-tora/

 

Uma outra pergunta
Depois da revelação de mashíach, todos os povos se converterão ao judaísmo?

O Rabi Maimônides também nunca disse isso.
Não há profecia alguma no Tanách que afirme que toda a humanidade algum dia se tornará judia.
O livro “Os Dias de Mashiach”, do Rabi Menachem M. Brod, Editora Chabad, explica:

“À medida que Mashiach retificar a humanidade em geral, tanto o povo judeu como as nações gentias passarão a cumprir suas respectivas funções.
O Judaísmo não aspira a tornar-se a religião da humanidade. Pelo contrário, … segundo o Judaísmo, os gentios têm sua própria missão:” vivenciar as “Sete (Categorias de) Leis de Nôach”.

O mundialmente reconhecido Rabino-Chefe Senhor Jonathan Sacks explica isso exaustivamente.
Citando algumas de suas palavras:

“O judaísmo … não afirma que é o único caminho para a salvação. Não é preciso ser judeu para ser bom, sábio, relacionar-se com D’us ou ser amado por D’us. Os rabinos ensinaram que os justos de todas as nações [i.e., todos os não-judeus que aceitam sobre si as Leis Noaíticas] têm uma porção no mundo vindouro (o mundo depois da revelação de mashíach).
O D’us de Israel é O D’us de todos, mas a religião de Israel não é a religião de todos. Os profetas não previram que as nações do mundo abraçariam a religião de Israel, com seu conjunto complexo de [613] mandamentos, nem mesmo no fim dos dias. Elas reconhecerão D’us [Hashém]. Irão a Jerusalém para rezar. Converterão suas espadas em arados e não guerrearão mais. Contudo, NÃO se tornarão judias.”
(Tempo Futuro. Editora Sêfer.)

 

Veja mais sobre este assunto na matéria

https://a-fe-original–noaismo.info/o-rebe-diz-nao-a-judaizacao-de-bnei-noach/

Por Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Bnei Noach e os 613 Mandamentos Judaicos Divinos (ou a criação de ritos)

# Noaítas e os 613 Mandamentos Judaicos Divinos

# Noaítas e a criação de ritos religiosos

 

Perguntas e Respostas

Por Projeto Noaismo Info

 

O Rabi Maimônides disse que os noaítas (Bnei Noach/Filhos de Noá) podem cumprir se quiserem ALGUNS  ESPECÍFICOS dos 613 mandamentos que Hashém deu para os judeus ou que os noaítas podem cumprir QUAISQUER DE TODOS os 613 mandamentos?

 

O Rabi Maimônides NUNCA disse que os noaítas podem cumprir todas ou quaisquer de todas as 613 leis da Torá (até porque se os noaítas cumprissem todas as 613 leis da Torá, ou se pudessem cumprir quaisquer de todas as 613 — como as Leis Rituais (as Edót, Leis Identificadoras e Testemunhais dos judeus) — eles já não seriam mais noaítas, e sim, judeus).

O Rabi Maimônides deixou claro que a observância — o cumprimento — do conjunto das 613 mitsvót da Torá cabe unicamente “a Israel” (o povo judeu), incluídos aí, não os noaítas, mas os convertidos (“e a todos aqueles que desejam SE CONVERTER dentre as outras nações”).

O Rabi Maimônides também deixou claro que até mesmo estudar a explicação do cumprimento de todas as 613 mitsvót da Torá (Halachá) por parte dos noaítas com a intenção de praticá-las sem se converter já os tornam ‘passíveis de punição’ porque “eles devem se dedicar somente ao estudo de [suas] Sete [Categorias de] Leis”.

O que o Rabi Maimônides disse — e que muitos têm distorcido suas palavras (por diversos tipos de interesses) — é que as Sete Leis são apenas o mínimo que um noaíta cumpre, e que uma vez que ele já as cumpre, ele querendo crescer espiritualmente, ele passará a cumprir “OUTRA” DAS SUAS mitsvót (Morais)*, e que o judeu não deve pensar que as Sete Leis são o máximo que o noaíta cumpre em vez de o mínimo.

* Exemplos: dar caridade, honrar pai e mãe etc. Veja, por exemplo

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/06/12/mandamentos-para-os-judeus-e-mandamentos-para-os-bnei-noach/

https://a-fe-original–noaismo.info/2015/09/25/e-permitido-a-um-nao-judeu-estudar-a-tora/

 

O Rabi Maimônides enfatiza que o verdadeiro noaíta não inventa rituais de religião e não copia os rituais judaicos, pois o noaíta é noaíta, não é judeu, e se ele pratíca um ritual judaico, o que ele está fazendo não é nem judaísmo e nem noaísmo (naturalmente um noaíta jamais deve parecer um judeu de forma alguma por apropriar-se dos mandamentos característicos de identidade judaica, levando assim judeus e não-judeus à confusão de pensarem que ele é judeu, e desrespeitando os limites estabelecidos pelo PRÓPRIO CRIADOR). Veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2018/05/06/nao-recebemos-nenhum-merito-por-observar-mandamentos-que-nao-nos-sao-pertinentes/

 

E como reitera o Jews for Judaism.org (Judeus para o Judaísmo):

“Na verdade, estas [denominadas “Sete Leis de Noá”] são 7 categorias e incluem [muitos] outros detalhes.”

Explica o Rabi Aaron Parry no Jews for Judaism.org:

“À primeira vista, pode parecer que a diferença entre a observância judaica (613 mandamentos para judeus) e não-judaica (sete para não-judeus) é enorme. Mas se olharmos um pouco mais de perto, veremos que não é tão grande quanto parece.

Estes são sete princípios básicos que têm — todos eles — muitas implicações. Ao observar adequadamente os sete mandamentos, um não-judeu realmente vai incorporar [pelo menos 30] mitsvót da Torá[*] que especifica alguns desses itens com maior detalhe. Os sete princípios básicos envolvem considerações muito maiores; por exemplo, o sétimo (princípio) implica que não se deve praticar a crueldade com os animais. Além disso, no presente momento, quando já não temos um Templo Sagrado em Jerusalém ou um Grande Sanhedrín (Supremo Tribunal Judaico de 71 sábios idosos), muitas das 613 mitsvót não se aplicam. Como resultado, um judeu de hoje pode cumprir possíveis 271 mitsvót. Além disso, muitos dos mandamentos adicionais dos judeus têm a ver com Shabát ou feriados judaicos[**] ou com mandamentos como [tsitsít (talít), tefilín, mezuzá etc.], que não são exigidos dos não-judeus.”

(© Copyright Jews For Judaism 2017; © Tradução Projeto Noaismo Info)

 

* O Rabi Menachem Azaria de Pano elaborou uma lista de 30 Mitsvót Bnei Noach: https://a-fe-original–noaismo.info/2016/02/01/trinta-mitsvot-dos-bnei-noach/

** https://a-fe-original–noaismo.info/2019/05/27/bnei-noach-podem-celebrar-as-festividades-judaicas-ou-alguma-delas/

 

O que temos observado é que, na verdade, ALGUNS Bnei Nôach (noaítas) têm tido a necessidade não de terem mais de 7 mandamentos para cumprir, e sim de terem uma liturgia noaítica e de terem um modo de demonstrarem (para si mesmos e para os outros) a sua religiosidade (ritos internos e externos) — em outras palavras, de terem uma religião. Este é o verdadeiro ponto. E isto é o resultado de a grande maioria dos noaítas virem das religiões — principalmente, das igrejas cristãs — (que, exatamente por serem religiões, possuem então liturgias e seus ritos), e de eles aprenderem sobre Bnei Nôach com o judaísmo (que tem sua própria liturgia, já que se trata, também, da religião de um povo), e de o noaísmo NÃO ser uma religião — tampouco uma religião judaizada (como uma espécie de judaísmo para não-judeus) — mas um código de conduta. O Rabi Maimônides então,  como já dito, PROIBE exatamente os Bnei Nôach de ‘criarem ritos religiosos (ou copiarem os ritos judaicos).’*

* Certamente, isto nada tem a ver com o fato de que Bnei Nôach podem — e devem — louvar, abençoar e orar a Hashém.

 

Por Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Os 13 Princípios da Fé Noaítica, o cristianismo e o islamismo

Os 13 Princípios da Fé Noaítica, o cristianismo e o islamismo

 

 

Porque cristãos e maometistas (muçulmanos) não são Bnei Noach

A vida noaítica (i.e., a vida do noaíta (dos Benêi Nôach/Filhos de Noá)) é totalmente distinta da vida judaica. Ainda assim, a Fé Noaítica é idêntica à Fé Judaica, pois, na verdade, trata-se da mesma Fé, a Fé em Hashém e na Sua Eterna Torá.
Os 13 Princípios da Fé do Judaísmo identificam aqueles que são judeus de fato. Os 13 Princípios da Fé do Judaísmo também servem para identificar aqueles que são Bnei Noach de fato.

 

Por Chaim Szwertszarf e Rosa Szwertszarf

 

QUEM É JUDEU [E QUEM É BEN NOACH (NOAÍTA)] de acordo com Rabi Maimônides

Você é JUDEU? [Você é BEN NOACH (NOAÍTA)]?
Consulte o Rabi Maimônides

 

(Por Rosa Szwertszarf)

 

Maimônides – Rabi Moisés ben Maimon, conhecido também como Rambám (1135-1204), viveu numa época de glórias dos árabes que impunham aos povos conquistados a religião islâmica, proibindo entre outras, as religiões judaica e cristã. Diferentemente da inquisição, não se importavam com a fé praticada nos lares, cujo interior consideravam sagrado, contanto que os judeus assumissem publicamente o islamismo. Para fugir às perseguições, comunidades [judaicas] inteiras adotaram publicamente o islamismo continuando a professar o judaísmo em casa. Isso gerou sérios conflitos pessoais e atritos com os que não se submetiam à conversão pública. Influenciados pela cultura islâmica, convertidos começaram a aceitar a idéia de que, na realidade, não havia grande diferença entre o judaísmo e o islamismo, podendo-se ser “judeu” e maometano ao mesmo tempo. Para esses, Maimônides formulou os 13 princípios básicos que definem e caracterizam a religião judaica [e consequentemente a doutrina noaítica] e, nos quais, um judeu [e também um noaíta] devem acreditar. Os 13 princípios são:

 

1. D’us existe;

2. D’us é único no absoluto sentido da palavra. Não só D’us existe, e não só ELE é O CRIADOR mas ELE é O ÚNICO CRIADOR;

3. D’us é incorpóreo. D’us não possui corpo. D’us não possui forma. Não podemos descrevê-LO nem definí-LO com a nossa linguagem;

4. D’us é eterno, sem princípio nem fim. ELE não é uma entidade criada;

5. não existem outros deuses (é a ELE e a mais ninguém que se deve adorar). ELE é O ÚNICO que criou e conduz o mundo, e portanto, O ÚNICO que tem poder de intervir na nossa existência [(e em qualquer existência)] e consequentemente é O ÚNICO a Quem devemos dirigir as nossas preces;

6. existe a profecia autêntica;

7. Moisés é o maior profeta, não houve antes dele, nem haverá depois quem o iguale;

8. a Torá, conforme nós a conhecemos (tanto a escrita quanto a oral), foi dada por D’us a Moisés e por ele transmitida até as nossas gerações. Moisés recebeu diretamente de D’us, no monte Sinai, duas Toroth: uma escrita e a outra oral;

9. a Torá é imutável;

10. D’us sabe tudo a nosso respeito: ações e pensamentos;

11. existe o princípio de compensação e castigo;

12. o mashíach (o verdadeiro messias) virá, e embora demore, sua vinda deve ser aguardada diariamente;

e, 13. existe o princípio da ressurreição.

 

(Por Chaim Szwertszarf)

 

Rabi Maimônides estabeleceu os 13 princípios como definição válida de judeu [e também de noaíta], como uma maneira segura de identificação do povo judeu [e também dos Bnei Noach].
Os princípios escolhidos eliminam, sucessivamente, as outras religiões que não aceitam a verdade de um ou outro princípio estabelecido.
Assim, o primeiro princípio, que proclama a existência de D’us, elimina todos os ateus.
O segundo princípio elimina todos que acreditam na existência de mais de Um D’us, ou que D’us não é uma unidade absoluta (exemplo, a trindade).
O terceiro princípio elimina a antropomorfia (i.e., que D’us tem corpo).
O quarto princípio elimina aqueles que afirmam que a matéria é eterna.
O quinto elimina todos aqueles que se dirigem às criações como se elas estivessem investidas de poderes de decisão, pois todas elas só podem seguir o destino (caminho) que lhes foi designado.
O sexto elimina os que não acreditam em profecia, elemento fundamental da religião, ou que nem sempre a profecia é verdadeira. De acordo com esse princípio, o profeta fala SEMPRE verdade.
O sétimo elimina aqueles que reconhecem outro profeta completo e máximo, além de Moisés (exemplo, Jesus (Yeshua), Maomé, etc).
O oitavo elimina os críticos que acham que a Torá (Pentateuco) não foi escrita por Moisés, mas que é obra posterior, escrita por diversos autores.
O nono elimina todas as novas mensagens que pretendem substituir ou acrescentar ou diminuir do que está escrito no Pentateuco (exemplo, o Novo testamento, o Coran, etc).
O décimo elimina os que, embora acreditem na existência de D’us, acham que D’us não tem mais contato com suas criaturas.
O décimo primeiro elimina aqueles que acham que não existe justiça Divina. As coisas acontecem naturalmente.
O décimo segundo elimina aqueles que dizem que o Messias já se revelou em absoluto.
O décimo terceiro elimina aqueles que não acreditam na ressurreição dos mortos.

É INTERESSANTE NOTAR QUE OS 13 PRINCÍPIOS QUE DEFINEM O JUDEU [E TAMBÉM O NOAÍTA] NÃO FALAM EM PRATICAR OS MANDAMENTOS MAS, SÓ SE REFEREM A IDÉIAS, QUE DEPENDEM EXCLUSIVAMENTE DA FÉ. E MAIMÔNIDES CONCLUI QUE O PROBLEMA DO CUMPRIMENTO DOS MANDAMENTOS É DO LIVRE ARBÍTRIO DE CADA JUDEU [E TAMBÉM DE CADA NOAÍTA], I.E., O QUE O JUDEU ESCOLHE FAZER NÃO MUDA O SEU JUDAÍSMO, ELE CONTINUA A SER JUDEU[, E TAMBÉM O QUE O NOAÍTA ESCOLHE FAZER NÃO MUDA O SEU NOAÍSMO, ELE CONTINUA A SER NOAÍTA].
SE O NASCIDO DE MÃE JUDIA RESOLVE ADOTAR QUALQUER OUTRO SÍMBOLO QUE O IDENTIFIQUE COMO PERTENCENTE AO POVO JUDEU, MAS NÃO TEM FÉ EM QUALQUER DOS 13 PRINCÍPIOS, BASTA QUE NÃO ACEITE UM DELES, ESSA PESSOA PODE SER MUITO SIMPÁTICA E, ATÉ, GRANDE CONTRIBUINTE E BENFEITOR DAS CAUSAS JUDAICAS, MAS ISSO NÃO FAZ DELE JUDEU. [ASSIM TAMBÉM AQUELE QUE ASSUME AS SETE LEIS NOAÍTICAS (DE NOACH), MAS NÃO TEM FÉ EM QUALQUER DOS 13 PRINCÍPIOS, BASTA QUE NÃO ACEITE UM DELES, ESSA PESSOA PODE SER BONDOSA, GENEROSA, HONESTA, ETC, MAS ISSO NÃO FAZ DELA NOAÍTA.] É NECESSÁRIO ACREDITAR COM PERFEITA FÉ NOS 13 PRINCÍPIOS QUE SÃO EXCLUDENTES. A AÇÃO, A PRÁTICA RIGOROSA DA HALACHÁ (LEI JUDAICA) [PARA O JUDEU, OU ENTÃO DAS SETE LEIS NOAÍTICAS PARA O NOAÍTA,] NÃO O TRANSFORMA EM JUDEU [OU ENTÃO EM NOAÍTA] SE ELE DEIXAR DE ACREDITAR EM UM DOS 13 PRINCÍPIOS.
O IMPORTANTE NÃO É A PRÁTICA, ISSO É UM PROBLEMA DE CADA UM QUE COLHERÁ OS FRUTOS DA JUSTIÇA DIVINA MAS SIM, A CONVICÇÃO. NÃO É O CONHECIMENTO DA VERACIDADE DO JUDAÍSMO MAS SIM A FÉ.
IDENTIDADE É UMA QUESTÃO DE SENTIR UMA VERDADE, DE TER FÉ NESSA VERDADE.
PARA SER IDENTIFICADO COMO JUDEU [OU ENTÃO COMO NOAÍTA] TEM SE QUE TER FÉ PERFEITA.

 

[(Nota adicional do Projeto Noaismo Info:

Apenas para reforçar a questão acima tratada, da diferença entre fé e a prática das mitsvót, o Rabi Marc D. Angel explica similarmente:

“Os judeus não deixam de ser judeus se violam a Halachá – o código de leis do judaísmo.”

“A Halachá reconhece como judeu aquele que nasce judeu (que nasce de mãe judia), quer observe ou não as mitsvot.”)]

 

Rabi Maimônides formulou e anunciou os 13 princípios básicos para definirem, incluirem e excluirem uma pessoa no rol de judeu [e também de noaíta]. Ele afirma: 

Basta não acreditar em um dos princípios enumerados, para que a pessoa não esteja mais incluída na Comunidade [Judaica, ou então entre os Bnei Noach]. Porém se acreditar em TODOS os 13 princípios, e a pessoa venha a transgredir os Mandamentos, ele é judeu [ou então noaíta] para os efeitos aqui mencionados, só que um judeu [ou então um noaíta] pecador e terá que prestar contas.
[No Judaísmo,] as consequências de quem não aceita os 13 princípios são muito graves e são pomo de discórdia no seio da Comunidade. Os responsáveis devem se preocupar com esse problema. Pois a pessoa que não aceita os princípios, está excluído, de acordo com a Halachá, da identidade judaica e por conseguinte da religião.

 

Explanações sobre alguns dos 13 princípios.

• Sexto princípio.

Como reconhecer um Profeta

Ele deve: ser um Tsadíc (Justo), um sábio na Torá, dominar os seus impulsos em cada instante em todos os casos e situações, e, cujo comportamento é extremamente refinado.
O Profeta não pode declarar que a mensagem que D’us mandou, por seu intermédio, é para anular qualquer um dos mandamentos da Torá, pois isto é profecia falsa e, o Profeta, portanto, é falso.
O Profeta deve ser solicitado pelas lideranças, como teste, para predizer uma série de acontecimentos futuros, E TODOS devem acontecer.
Esses eventos que o Profeta prediz devem se referir a coisas boas, porque profecias ruins podem não acontecer, já que o ruim só acontece como castigo e, basta que haja arrependimento, e a profecia não se realizará, por isso, não é um meio seguro para se confirmar se é um verdadeiro ou falso Profeta. Como aconteceu com Jonas, no caso de Ninvé.

A profecia

A função básica da profecia é ensinar os mandamentos de D’us, seja para tirar dúvidas, seja para recriminar os que não seguem o caminho dos Justos.
O sexto princípio de Maimônides, existe a profecia autêntica, se lê assim: “eu acredito, em perfeita fé, que todas as palavras dos profetas são verdadeiras”. E deve ser entendido como:
1. todos os nossos [(dos judeus)] Profetas são verdadeiros;
2. todos os ensinamentos e pronunciamentos que constam na Bíblia [Judaica, Tanách,] são verdadeiras profecias.

 

• Sétimo princípio.

Nos “13 princípios”, o sétimo se lê assim: eu acredito em perfeita fé que a profecia de Moisés, foi verdadeira (real) e que ele é o primeiro (o maior) de todos os profetas (tanto) os que o antecederam como os que o seguiram.
Ao se declarar que a profecia de Moisés é verdadeira e, portanto, Moisés um verdadeiro Profeta, implica que a Torá escrita e a Torá verbal são todas verdadeiras, já que todas nos foram profetizadas por um único e mesmo Profeta: Moisés.
Ao se afirmar que Moisés foi o primeiro (principal) Profeta – implica que Moisés alcançou o estágio mais alto que um ser humano pode alcançar. Essa observação é de Maimônides que diz ter Moisés alcançado o estágio de anjo. Só um véu não o permitiu ver a essência Divina. Esse véu existiu porque, ele, Moisés, era de carne e osso. Não era uma falha voluntária mas estrutural.
Em outras palavras, significa que nenhum ser vivo pode subir mais alto, em santidade, que Moisés. E ninguém podia entender melhor as profecias que ele. Se por hipótese aparecesse um Profeta igual a Moisés, não poderia saber mais que Moisés. Se esse hipotético Profeta fizesse declarações proféticas, só podiam ser iguais ao que Moisés falou. Caso contrário seria um falso Profeta.
Isto está implícito em:
que Moisés foi o primeiro (principal) dos Profetas que viriam antes dele ou depois dele.
Assim, a afirmação do sétimo princípio diz que acreditamos que ninguém tem autoridade para desmentir ou alterar a (torah moshe) Torá de Moisés, sob pena de ser considerado um falso Profeta.

 

• Oitavo princípio.

Maimônides enumerou os [13] princípios que determinam quando um judeu [ou então um noaíta] pode ser definido como tal.
No princípio anterior (o 7° princípio), demonstramos a importância de se reconhecer em Moisés o Profeta verdadeiro. A consequência é que a Torá também é verdadeira, “in totum”, por ser uma profecia de um Profeta verdadeiro. Assim, estaria implícito no sétimo princípio o reconhecimento de que a Torá foi dada por D’us (Torá min hashamáyim). Maimônides, no entanto, amplia esse conceito através do oitavo princípio. Considero este princípio de muita importância e muito atual, numa época em que há tantos intérpretes do significado do judaísmo, por isso, acho importante e esclarecedora a transcrição literal das palavras de Maimônides.
“Oitavo princípio, heiót hatorá min hashamáyim, ser a Torá outorgada por D’us. Nós acreditamos que a Torá completa que se encontra, no presente, em nossas mãos, foi-nos dada através de Moisés Rabênu, e que é inteiramente a palavra de D’us. Moisés tinha plena consciência de estar recebendo a Torá de D’us e que ele só devia funcionar como um “escriba” (secretário) a quem se dita e ele transcreve os acontecimentos, as narrativas e os Mandamentos. Por isso ele é chamado o Mechokék, o escriba.
Todas as palavras [registradas na Torá] são a palavra de D’us e tudo é a Torá perfeita, completa, pura, santa e verdadeira.
Aquele que afirma que [uma única palavra, ou algumas, ou todas] as palavras ou narrativas foram escritas por Moisés, por sua própria iniciativa, é considerado por nossos Sábios e nossos Profetas como o pior dos apóstatas.”
Para resumir: hatorá min hashamáyim (i.e., que foi D’us QUEM deu a Torá) é um dos princípios básicos. O descrente desse princípio está sujeito a ser excluído do seio do judaísmo.
Basta que alguém duvide de uma única palavra da Torá, como não sendo de origem Divina, para ser equiparado a quem nega a Torá toda, com todas as consequências daí provenientes.
O oitavo princípio vem alertar que não é suficiente acreditar que Moisés foi Profeta e que as profecias dele são verdadeiras. É só duvidar em que a Torá que se encontra atualmente conosco é toda ela uma profecia única transmitida a Moisés por D’us para que a pessoa seja considerada apóstata.
Maimônides, em sua obra Mishnê Torá, codifica: aquele que, publicamente, nega a origem Divina (sinaítica) da Lei Oral é igual a qualquer outro apikoros.
Maimônides nos transmite o seu recado:
a) judeu [ou então noaíta] é aquele que aceita [toda] a Torá como sendo de origem Divina
b) a Torá se compõe da Lei Escrita e da Lei Oral e
c) quem não aceita esse princípio não faz parte da comunidade judaica [ou então dos Bnei Noach].

 

• Nono princípio.

Os [13] princípios formam a base da fé judaica [e noaica]. São princípios gerais que são válidos para todos aqueles que aceitam o monoteísmo.
Onde Maimônides inicia a singularizar a fé judaica [e noaica] é no oitavo princípio que proclama e demonstra que a Torá (escrita e oral) é a palavra de D’us transmitida a Moisés para ser ensinada ao povo de Israel [e também aos Bnei Noach].
Aceitar a Torá como a palavra Divina é suficiente para caracterizar o judeu [ou então o noaíta]? Não.
O que define a fé judaica [e noaica] é a imutabilidade da Torá.
Não é suficiente aceitar Moisés como Profeta mas sim como o maior Profeta, e não é suficiente aceitar a Torá como sendo min hashamáyim (dada por D’us), é preciso aceitar a sua imutabilidade.
Tudo o que está escrito na Torá (na escrita e na oral) deve ser seguido como sendo o mandamento de D’us. Portanto, a palavra da Torá é definitiva. Essa afirmação é genuinamente judaica.
Se um Profeta declarar que D’us o encarregou de ab-rogar, modificar, anular, acrescentar ou diminuir qualquer coisa seja da Torá escrita ou da Torá oral, deve ser considerado como falso Profeta e condenado à morte, ainda que tenha provocado milagres em outras oportunidades. Como exemplo Maimônides cita: na Torá está escrito que quando se penalizar o criminoso, deve se aplicar o princípio de “olho por olho e dente por dente”. Essa expressão foi interpretada por nossos sábios na Torá Oral, como significando multá-lo, em dinheiro, o equivalente ao prejuízo causado, pela incapacitação do indivíduo, devido a perda de um olho ou de um dente. Se algum Profeta insistir que D’us lhe afirmou, numa visão profética, que essa sentença deve ser entendida literalmente, i.e., arrancar um olho ou um dente do criminoso, ele é um falso Profeta e deverá ser punido com a morte.
De uma certa maneira, quando se trata da Torá Oral, que é a parte do Talmud e onde as leis e procedimentos são referidos aos rabinos pode haver alguma hesitação quanto à sua imutabilidade. Por isso é conveniente trazer alguns versículos que reforçam esse princípio em sua relação à Torá Oral.
Deuteronômio 17:8, 9, 10 e 11 fala longamente sobre a autoridade exclusiva dos rabinos.
Nos dois últimos princípios, 8 e 9, afirma-se que a Torá (escrita e oral) é toda ela uma profecia. Como profecia ela é inteiramente verdadeira. Se verdadeira, devemos aceitá-la tal como ela é, sem argumentação, dúvidas ou contestação, porque, embora nem sempre por nós compreendida, nem por isso é menos verdadeira.

 

• Décimo segundo princípio.

A Era Messiânica
Livre arbítrio não quer dizer que a pessoa pode agir de uma maneira ou de outra apenas seguindo a sua vontade. Não. Livre arbítrio significa ter conhecimento das consequências do ato e arcar com elas.
É no conhecimento das consequências, que podemos afirmar que a escolha é livre. Essa qualidade divina só pode ser exercida por existirem o bem e o mal, a recompensa e o castigo todos eles sujeitos à leis preestabelecidas por D’us.
É evidente que D’us não iria criar as coisas que conhecemos como o mal para ter existência eterna, seja o mal representado pelo impulso que lhe dá origem, seja pelo castigo, que é o mal que o pecador sofre. Há de haver um tempo limite para a sua existência. O mal, nas estruturas de origem Divina, há de sucumbir e, em seu lugar, só o bem terá existência.
Ou seja, há de surgir um mundo perfeito. Sem a existência daquilo que conhecemos como o mal. Só o bem terá existência eterna.
Esse tempo seria os dias messiânicos.

A esperança nacional

Ao mandar Moisés ir ao Egito de encontro à comunidade judaica para desencadear o processo liberatório e formação nacional, ele pergunta a D’us: e se me indagarem como é o nome desse D’us que te mandou (e que deverá permanecer para sempre nosso D’us nacional), qual o nome que deverei dar? – e D’us revela o nome que define em três palavras a história judaica: “eheie asher eheie”, “estive com eles nesta diáspora e permanecerei com eles nas futuras diásporas”, ou seja, é um povo que, graças à sua missão nacional, durará por todas as gerações futuras. E por essa razão, tanto na sua terra, Israel, ou na diáspora, poderá ter a sua existência ameaçada, contestada, mas jamais eliminada. A sua missão fará com que tenha uma existência eterna.
Cumprida a sua missão, o seu Messias virá para tirá-lo de todas as diásporas para que se instalem, definitivamente, na terra de Israel.
O Messias, do povo judeu, existe e só aguarda o momento oportuno para guiá-lo.
A data da vinda não pode ser revelada porque a vinda dele depende de fatores históricos e do cumprimento, antes, da missão do povo judeu [(a obrigação de ensinar a todos os povos as Shéva Mitsvót Hashém leBenêi Nôach – literalmente, “Sete Leis de Hashém para os Filhos de Noá” -, as Sete Categorias de Leis dadas pelo Próprio D’us a toda a humanidade, de modo que todos os não-judeus aceitem-nas e cumpram-nas, tornando-se assim Bnei Noach (Filhos Espirituais de Noá, patriarca não-judeu da humanidade moderna) ou Gentios Justos – não-judeus devotos de Hashém)]. Assim se verifica que essa ideia, a messiânica, é a verdadeira alma nacional, que deu e dá esperança à sobrevivência do povo judeu e ânimo para continuar com a sua missão de mensageiro da palavra Divina.

A ideia universal

Sendo a era messiânica para todas as nações, a vinda de Mashíach, do verdadeiro Messias, é de interesse de toda a humanidade e portanto é uma esperança universal.

É um princípio que define o judaísmo [e também o noachdút (noaísmo)].

Os princípios que definem o judaísmo [e também o noachdút (noaísmo)] são três: a) que a Torá é eterna e imutável, i.e., nada pode ser diminuído nem acrescido (Torá min hashamáyim) (pois, a Torá foi dada por D’us); b) que Moisés foi o maior profeta e ninguém jamais o sobrepujará, substituirá ou igualará, em consequência, sua palavra é a final; c) que a revelação de Messias é ainda esperada.

Os tempos messiânicos por Maimônides:

“Os tempos messiânicos serão os tempos em que voltará a existir o reino em Israel e voltarão (todos os judeus) à Eretz (Terra de) Israel e este rei (Messias), será muito exaltado. … Farão a paz com ele todos os povos, e todas as nações estarão submissas a sua grande justiça e as maravilhas que se realizarão por seu intermédio. … Nada mudará na realidade (a existência) do povo judeu a não ser que a realeza voltará (ao povo de) Israel.”
Como vemos, Maimônides não somente faz questão de sublinhar que os tempos messiânicos serão historicamente (e politicamente) normais mas, principalmente, que Messias será um homem de carne e osso, um grande líder, um rei descendente da estirpe do rei Davi, e apesar de ser o homem mais poderoso do mundo, será um homem sábio, justo e santo e que exercerá sua liderança para aperfeiçoar a humanidade e assim prepará-la para o Mundo Por Vir.
Mas esse conceito de Messias não deve confundir o leitor a pensar que Maimônides apenas prevê um acontecimento político, longe disso. E por isso vejamos como Maimônides anuncia o 12° e penúltimo princípio.
“Acreditamos e afirmamos que Messias virá, e ainda que demore, esperaremos por ele.
Acreditamos que Messias será superior e terá maior eminência e prestígio do que qualquer outro rei que já reinou. Essa crença em Messias está de acordo com as profecias que dizem respeito a ele por todos os profetas desde Moisés até Malachí [Malaquias]. E aquele que duvida de sua vinda, ou que duvida de sua estatura exaltada (como rei), nega a Torá.
Incluído neste 12° princípio está que todo rei de Israel tem que ser descendente da casa de Davi e de Salomão.”

Vejamos mais algumas palavras de Maimônides sobre Messias:
“Nesses dias [messiânicos], (o cumprimento de) todos os mandamentos retornará ao seu estado inicial. Ofereceremos sacrifícios, observaremos os anos sabáticos e de jubileu, de acordo com os detalhes mencionados na Torá.
Qualquer judeu [ou então noaíta] que não acredita em Messias [(como uma pessoa real, um homem que será um rei,)] ou que não aguarda a sua vinda, nega não somente os mais essenciais ensinamentos dos profetas, mas também os da Torá e Moisés, nosso mestre.”
“O Messias não mudará nada da Torá. A Torá que temos agora, com todas as leis e mandamentos, permanecerá para sempre.”
“O Messias deve ser um indivíduo imerso no estudo da Torá e seus mandamentos; como Davi, seu ancestral, ele deve seguir ambas as Toroth, a Torá escrita e a Torá oral; conduzir todos os judeus de volta à Torá. Ele levará todos os homens a servir a D’us em unicidade.”
“Nossos sábios e profetas não ansiaram pela era messiânica com o fito de governar o mundo e dominar os não-judeus. Não desejavam que as nações os honrassem ou que pudessem [resumir a vida a apenas] comer, beber e estar alegres. Só desejavam uma coisa e, isto era, serem livres e independentes de modo que pudessem se envolver no estudo da Torá e sua sabedoria.”
“Na era messiânica não haverá guerra, nem fome. Inveja e competição deixarão de existir. A principal ocupação da humanidade será somente a busca em conhecer D’us[, Hashém, o D’us Único de Israel].”

Esta é a ideia messiânica que Maimônides nos ensina sobre Messias e a era messiânica.

Que Messias venha em breve e ainda em nossos dias.

 

Por Chaim Szwertszarf
© Chaim Szwertszarf, Setembro 1995, Rio de Janeiro – Brasil

Compilado por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

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O Projeto Noaismo Info dedica este artigo a Luis Claudio Rodrigues e família, e, à elevação da alma de Janete Duarte Rodrigues.

Bnei Noach e o islamismo

Bnei Noach e o islamismo

 

Pergunta

Meu colega de trabalho que ainda se considera um muçulmano, confia a mim um monte de suas dúvidas sobre sua religião. Devo incentivá-lo a deixar o islã, ou não é necessário fazer isso?

 

Resposta

Sem dúvida, observar o islã é um pecado gravíssimo, até mesmo para um não-judeu, apesar do fato de não haver qualquer idolatria envolvida. Hashém (D’us) deu instruções muito específicas de como ELE quer que a humanidade O adore*, e qualquer outra tentativa é proibida. Portanto, se o seu colega de trabalho está lhe pedindo direção na vida dele, você deve explicar-lhe as falácias do islã e como ele poderia efetivamente cumprir os desejos de Hashém por se tornar um verdadeiro ben Nôach (filho de Noá).

 

* Estas instruções Divinas são conhecidas ou chamadas: Shéva Mitsvót Hashém leBnei Nôach (As Sete [Categorias de] Leis dadas por Hashem {D’us} aos Filhos {Descendentes} de Nôach {Noá}).

 

Por Rav Yirmiyohu Kaganoff
© Rav Yirmiyohu Kaganoff
© Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Veja também:

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/06/01/os-tres-tipos-de-descendentes-de-noa-os-dez-mandamentos-noaiticos-as-tres-leis-devocionais-dos-noaitas/

 


Algumas considerações adicionais:

O Rabi Maimônides, em Hilchót Melachím, As Leis dos Reis, capítulo 8, leis 10 e 11, e capítulo 10, lei 9, explica explicitamente:
‘Moisés foi ordenado pelo Todopoderoso a compelir todos os habitantes do mundo a aceitar as leis transmitidas aos descendentes de Noá. Qualquer pessoa que aceita o cumprimento destes Sete preceitos e é cuidadosa na sua observância é considerada como um dos devotos (de Hashém) entre os gentios. Isto se aplica somente quando ela os aceita e cumpre porque o Santíssimo, abençoado Seja, ordenou-lhes isto na Torá e nos informou através de Moisés. Os gentios devem se dedicar somente ao estudo de suas Sete Categorias de Leis. Não se deve permitir dar origem a alguma religião. Eles podem se tornar convertidos justos e aceitar todos os [613] mandamentos ou manter suas próprias categorias de leis sem diminuí-las ou sem criar novas leis para si mesmos baseados nas suas próprias decisões.’

(Em português, livro publicado pela Editora Maayanot, páginas 104, 105, 118.)

 

O Rabi Yitzchak Ginsburgh, em Cabalá e Meditação para as Nações, também declara explicitamente:
“O Todopoderoso não aceita a criação de religiões.
Precisa estar absolutamente claro para todo não-judeu que quer se tornar um gentio justo (um devoto de D’us entre as nações), comprometido com as 7 Leis de Bnei Nôach, que ele não pode se definir como membro de nenhuma outra religião. Um gentio justo é completamente dedicado à autenticidade e veracidade da Torá, de modo que ele possa revelar o D’us de Israel (Hashém) ao mundo inteiro. Isto também significa reconhecer o povo judeu – Bnei Yisrael (Filhos de Israel) – como o povo escolhido de D’us e Sua nação de sacerdotes (Dt. 7:6; 14:2; Êx. 19:6).
A fim de seguir apropriadamente as 7 Leis de Bnei Nôach, aqueles que buscam se identificar como Filhos de Noá devem procurar aprender dos judeus a aplicação prática de todos estes mandamentos, visto que eles foram transmitidos através dos tempos por meio da tradição oral da Torá. Desta forma, eles poderão servir a D’us como ELE deseja.
Para cumprir apropriadamente suas 7 Leis, os Filhos de Noá devem estudar em detalhes estes mandamentos com um mentor qualificado, uma autoridade em Halachá (leis) – um Rabino Ortodoxo confiável.
Bnei Nôach, por definição, renunciam a legitimidade Divina das religiões e servem somente ao D’us de Israel da maneira prescrita na Torá. Em nome de D’us chegou o momento de todas as nações do mundo abandonarem suas antigas crenças errôneas e reconhecerem o D’us Único de Israel e a veracidade de Sua Lei – a Torá. Esta é a única verdade absoluta.
Não-judeus não podem ser considerados gentios justos [ou sábios entre os gentios ou devotos de Hashém entre os gentios] se em seus corações eles não reconhecerem a autoridade da Torá e não sentirem afinidade com o povo escolhido de D’us (a quem a Torá identifica como tal).”

(Gal Einai, páginas 139, 140, 153, 154, 157, 161, 166.)

 

Donny Fuchs explica:
“Para o gentio, os meios de cumprir a Vontade de D’us é aderindo às Sete [Categorias de] Leis de Nôach.
Bnei Nôach se preocupam apenas com a Torá e com o único caminho de inter-relação que D’us lhes deu.
Ao contrário do que muitos judeus equivocados acreditam e do que tragicamente muitos rabinos divulgam como um axioma judaico, NÃO é certo os gentios adorarem como lhes pareça conveniente. Os gentios têm o seu próprio pacto com D’us: O Pacto de Nôach, manifestado por meio das Sete [Categorias de] Leis de Nôach. Os gentios não foram abandonados por D’us. Eles têm a oportunidade e, de fato, a obrigação de descobrir a Verdade e de viver suas vidas de acordo com os princípios que lhes são exigidos.
De acordo com o Rabi Maimônides, o islã não é um caminho aceitável para os gentios que são obrigados a aceitar a soberania do Único e Verdadeiro D’us no contexto das 7 Categorias de Leis de Nôach. O islã é uma religião falsa com um falso profeta, um “monoteísmo” pagão, que rejeita o pacto judaico eterno com o Todopoderoso e que adere a uma completa distorção da história judaica e a uma rejeição do texto massorético como um texto manipulado [pelos judeus].
É uma distorção da Halachá dizer que o cristianismo ou o islamismo é bom para os gentios.”

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/08/01/the-sons-of-noahos-filhos-de-noah/

 

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

Maimônides e os Bnei Noach

Maimônides e os Noaítas (Beni Noach)

 

As Leis dos Reis (em hebraico: Hilchót Melachím) capítulo 8, leis 10 e 11, capítulo 9, lei 1, capítulo 10, leis 9 e 10

 

Por Projeto Noaismo Info

 

Uma das maiores autoridades pós Talmúd sobre o tema Bnei Noach é o Rabi Maimônides.

Atualmente muitos rabinos judaizadores o citam mas de fato nenhum deles o transcrevem.

Quando matérias noaíticas citam como referência a obra “Mishnê Torá, As Leis dos Reis” do Rabi Moshê Ben Maimon (também conhecido como Rambám), normalmente, elas ressaltam o capítulo 8, leis 10 e 11, ou o capítulo 9, lei 1, ou o capítulo 10, leis 9 e 10.

A seguir seguem os textos dos três capítulos acima mencionados.

 

Mishnê Torá, As Leis dos Reis:

– capítulo 8, leis 10 e 11:

“10. Moshé somente deu a Torá¹ das 613 Mitsvót (que define quem e o que é judeu) como uma herança para Israel, como Deuteronômio 33:4 afirma: “A Torá… por herança da congregação de Yaacóv”, e para todos aqueles que desejam se converter dentre as outras nações, como Números 15:15 declara: “o convertido será igual a você”.
Entretanto, aquele que não quiser se converter e aceitar a Torá¹ das 613 Mitsvót (que define a Judaicidade: quem e o que é judeu), não deve ser forçado a fazê-lo.

Igualmente, Moshé foi ordenado pelo Todopoderoso a(, por meio de todo o povo judeu em todas as épocas e lugares,) compelir todos os habitantes do mundo a aceitar as Mitsvót transmitidas aos descendentes de Noá.

[…] Uma pessoa que formalmente aceita estas Mitsvót é chamada de residente estrangeiro. Isto se aplica a qualquer lugar. Esta aceitação deve ser feita na presença de três eruditos da Torá.
[…]”

“11. Qualquer pessoa que aceita o cumprimento destas Sete (Categorias de) Mitsvót e é cuidadosa na sua observância, é considerada como um dos devotos (de Hashém) entre os gentios e terá o MÉRITO de compartilhar do Mundo Vindouro◇.
Isto se aplica somente quando ela as aceita e cumpre, porque o Santíssimo (D’us), abençoado Seja, ordenou-lhes isto na Torá e nos informou através de Moshé Rabênu (i.e., nosso mestre) que mesmo previamente os descendentes de Noá foram obrigados a cumpri-las.

No entanto, se a pessoa cumpre as Mitsvót por convicção intelectual (em vez de por terem sido ordenadas pelo Todopoderoso), ela não é um residente estrangeiro, nem é dos devotos (de Hashém) entre os gentios, e nem é dos seus sábios.”

 

– capítulo 9, lei 1:

“1. Seis Mitsvót foram ordenadas a Adám:

a. a proibição de idolatrar falsos deuses;
b. a proibição de blasfemar contra D’us;
c. a proibição de assassinato;
d. a proibição de incesto e adultério;
e. a proibição de roubar;
f. o mandamento de estabelecer leis e cortes de justiça.

[…]

A proibição de comer carne de um animal vivo foi acrescentada (por D’us) a Noá, como Gênesis 9:4 declara: “Porém, você não pode comer carne com sua vida, que é o seu sangue.” Assim, temos Sete Mitsvót (iniciais).

Estas questões permaneceram as mesmas em todo o mundo até Avrahám(, … que foi) instruído a respeito da circuncisão, acrescentada a estas Mitsvót.

[…] Por fim, veio Moshé e a Torá foi finalizada por ele.”

 

– capítulo 10, leis 9 e 10:

“9. Um gentio que estuda (as Leis Rituais da) Torá¹ (para praticá-las sem se converter) é passível (de punição pelos Céus, porque os outros o verão cumprindo Mitsvót que não lhe é pertinente e se enganarão pensando que ele é um judeu praticante e se equivocarão indo atrás dele). Eles (os gentios) devem se dedicar somente ao estudo (e prática) de suas Sete (Categorias de) Mitsvót².

Assim também, um gentio que faz um Shabát, i.e., que realiza um descanso ritual — em qualquer dia da semana (podendo ser até mesmo no próprio sétimo dia) —, é passível (de punição). Nem é necessário dizer, ele é passível de punição se cria um dia de festividade (religiosa, incluso por estar copiando festividades judaicas,) para si próprio.

Em geral se adota o seguinte princípio nestas questões: Não se deve permitir dar origem a alguma religião ou criar novas Mitsvót para si mesmos baseados nas suas próprias decisões (incluso de querer imitar os judeus). (Se eles querem praticar as Leis Rituais,) eles podem se tornar convertidos justos e aceitar todas as 613 Mitsvótou eles devem permanecer com as instruções designadas para eles ( — que são as Leis Morais — ) sem acrescentar (incluso rituais inventados por si mesmos ou copiados dos judeus) ou diminuir (por suas próprias inferências).

 

▲ Leis Rituais = Mitsvót Eidót.
“Eidót (Eidut) significa literalmente testemunho, referindo-se àquelas Mitsvót que dão testemunho e são sinais da relação especial de D’us com os judeus(*). São as Mitsvót que servem para identificar o povo judeu.
Os
sinais que distinguem os judeus das outras nações devem ser associados particularmente aos judeus.”
— O Rebe (Rabi Menachem Mendel Schneerson), o líder da nossa geração.

* “Sinais de Distinção” (entre judeus e não-judeus). Sidur

 

Se um gentio estuda (as Leis Rituais da) Torá¹ (para praticá-las sem se converter), faz um Shabát, ou inventa (ou copia rituais/) práticas religiosas, uma corte judia deve […] informá-lo de que é passível (de punição. …)”

“10. Não devemos impedir um gentio (que já aceitou o número básico, mínimo, de Sete Mitsvót e) que (agora) deseja (estudar e) cumprir outra Mitsvá das Mitsvót (Morais) da Torá ( — pois estas Sete Mitsvót são declarações gerais, que, com suas ramificações e extensões, abrangem inúmeros detalhes —, a exceção, logicamente, como já foi dito, de estudar as Leis Rituais da Torá¹ para praticá-las sem se converter e de fazer um Shabát — a Mitsvá do Shabát representa todas as Leis Rituais — ) a fim de receber benefício, de realizá-las, contanto que as faça como é devido (i.e., exatamente do modo como foi ordenado por D’us na Torá).³ [Por exemplo, se o gentio quer cumprir outras Mitsvót além das Sete básicas, ele pode ofertar um Korban Olá ou ele pode dar tsedacá.]”

 

No Brasil, (livro) por Editora Maayanot.

 

Notas:

¹ O Rabi Tzvi Freeman explica que “o título Torá” no judaísmo não se refere exclusivamente “aos Cinco Livros de Moisés”, mas “pode se referir também a toda a Torá escrita” que é a Bíblia Judaica (Tanách) e/ou ainda “a Torá Oral, que inclui:

• a compilação de leis e decisões conhecidas como Mishná, juntamente com outras compilações aceitas,

• a discussão e o debate de que material, conhecido como Talmud ou Guemará,

• as histórias e suas lições, que aparecem compiladas no Talmud e obras midráshicas,

• todos os outros ensinamentos que foram aceitos por um consenso de longo prazo da comunidade judaica observante, porque se baseiam firmemente em algum precedente, ou porque foi demonstrado que surgiram por meios aceitos a partir de textos e opiniões anteriores.”

(   https://a-fe-original–noaismo.info/2015/11/20/que-e-tora-no-judaismo-e-no-noaismo/  )

Para mais detalhes sobre o que é a Torá Oral, veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2015/09/19/o-que-e-a-tora/

 

² https://a-fe-original–noaismo.info/2015/09/25/e-permitido-a-um-nao-judeu-estudar-a-tora/

 

³ https://a-fe-original–noaismo.info/como-o-bnei-noach-serve-hashem-conversao-ao-judaismo/

https://a-fe-original–noaismo.info/por-que-ha-discordancia-entre-os-proprios-rabinos-sobre-a-pratica-noaica/

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© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

The Sons of Noah/Os Filhos de Nôach

apresenta:

 

The Sons of Noah / Os Filhos de Nôach (Noá (Noé))

 

Por Donny Fuchs

 

A VERDADE SOBRE OS BNEI NOACH (NOAÍTAS)

 

“E HaVaYaH disse: “Farei o homem que criei desaparecer de sobre a face da terra – desde o homem até o animal, o réptil e a ave dos céus, porque ME arrependi de os haver feito.” Mas Nôach achou graças aos olhos de HaVaYaH.” (Gên. 6:7-8)

“Estas são as gerações de Nôach. Nôach era um homem justo e perfeito em suas gerações, e Nôach andava com D’us.” (Gênesis 6:9)

 

Aviso: Este artigo não deve ser visto como uma posição final sobre o tema dos B’nai Noach/Bnei Noach/Benêi Nôach (Filhos de Noá {Noé}, em hebraico), que é um tema complicado e multifacetado que exige a contribuição de decisores instruídos da lei judaica. Cada autêntico Ben Noach ou Filho de Noá ou Noaíta hoje trabalha em conjunto com pelo menos um rabino respeitável[*] para discutir assuntos relacionados à vida segundo tal sistema disciplinado. Como eu indico no artigo, a vida de um Ben Noach é difícil e exigente, e requer constante supervisão vigilante. Estas são apenas minhas reflexões sobre este importante tema, baseadas em fontes judaicas clássicas, em particular, o Rambám (Rabi Maimônides), que apresenta a mais precisa, a mais elucidada estrutura para expressar o Pacto Noaico. Sempre consulte uma autoridade da Torá adequada para esclarecimentos.

[* Como é o caso do Projeto Noaísmo Info — o site Bnei Noach — que é reconhecido, aprovado e recomendado para os não-judeus brasileiros e para os falantes do português em todo o mundo pela Organização Ask Noah International (asknoah.org) e pelo Rav Shimshon Bisker, de Israel.]

 

A porção da Torá, Parashá Nôach, é uma oportunidade única para abordar um problema por muito tempo negligenciado: a exigência de gentios para viver suas vidas de acordo com as Shéva Mitsvót Nôach (Sete Leis de Noé) e a obrigação de judeus de difundir este conhecimento no mundo não-judeu.
Apesar das alegações dos críticos bíblicos, Nôach foi uma pessoa real que há muito tempo atrás se manteve um farol solitário do bem na mais corrompida das eras. (Podemos ter bem certeza de que Nôach nem parecia Russell Crowe nem se comportava como ele.) As Sete [Categorias] Leis de Nôach recordam o legado deste homem justo e oferecem o quadro da Torá para os gentios seguirem.

Sem dúvida alguma, na maior parte dos últimos dois mil anos, os judeus tiveram poucas oportunidades de se engajar em tais empreendimentos, uma vez que todos os nossos esforços coletivos estavam concentrados em nos proteger de ameaças físicas e espirituais. Enquanto ainda enfrentamos muitas dessas ameaças hoje, temos muitas oportunidades que não existiam no passado. Barúch Hashém (Bendito é Hashém {D’us}). Muitos judeus e gentios estão aproveitando este período histórico sem precedentes. Gentios justos no mundo inteiro estão vivendo suas vidas de acordo com as Shéva Mitsvót. Em um mundo de constante Chilúl (Profanação), isto é uma tremenda Kidúsh Hashém (Santificação do Nome de Hashém, ou seja, D’us).

O Judaísmo proclama um destino único para o Povo Judeu baseado no quadro da Torá, como revelado a nós no Har Sinái. Nós judeus somos o Am Segulá – o “Povo Escolhido” – uma vez que nós mesmos aderimos à Torá. Mas O Todopoderoso não tem negligenciado ou abandonado o não-judeu. Para o gentio, os meios de cumprir a Vontade de D’us é aderindo às Sete [Categorias de] Leis de Noá. Enquanto os aspectos particularistas do Judaísmo são reais e específicos para o nosso povo, existem aspectos universais genuínos ao Judaísmo. O problema é que as idéias de universalismo expressas pela maioria dos judeus de hoje são geralmente baseadas em conceitos não-judaicos, específicos para o liberalismo ou algum outro sistema de crenças falsas que não tem nenhuma compatibilidade com a nossa Lei Divina.

A forma de universalismo na Torá mais genuína é a obrigação judaica de difundir o conhecimento de D’us no mundo não-judeu. Como recitamos na bela oração Alênu, “letakên olám bemalchút Shadai” (“para aperfeiçoar o mundo sob a soberania do Todopoderoso”), nossa missão para a retificação do mundo só pode ocorrer no âmbito do “Reino” de Hacadósh Barúch Hu (O Santo, Bendito Seja).

Será pouco afirmar que nós judeus temos poucos amigos no mundo. Particularmente hoje, quando o Estado de Israel enfrenta uma série de inimigos na nossa terra santa e em toda parte do mundo, o desejo dos judeus de encontrar alianças é compreensível. Ainda assim, é trágico, já que na ausência de verdadeiros amigos sem planos ocultos (e talvez não tão ocultos), muitos judeus agarram mãos estranhas enquanto caminham na escuridão. Em todo o espectro religioso e político judaico, judeus confusos procuram se associar com parceiros proibidos. Considerado pelos judeus liberais como uma questão de “ética judaica”, eles [os judeus liberais], com a catarata da ignorância embaçando sua visão, em geral encontram amigos exatamente entre aqueles que exprimem programas radicais.

Em Israel, hoje, podemos constatar que o outro extremo do espectro religioso e político [judaico] não está livre da falsidade. Testemunhamos um espetáculo aterrorizante. Judeus têm avidamente tomado as mãos de cristãos evangélicos em busca de apoio. Muitos judeus tolamente os rotulam aliados e mordem a isca da ajuda econômica. Escrevi sobre isso nos últimos meses e não quero repetir aqui tudo o que escrevi. Simplesmente quero enfatizar que existem muitos gentios justos que estão seguindo o caminho correto que Hacadósh Barúch Hu escolheu para eles. Quero afirmar que estes são os únicos amigos que Am Yisrael (o Povo de Israel) tem. E por razões haláchicas e hashkaficas, para não mencionar a nossa obrigação religiosa, só eles merecem nossa aliança e atenção. Certamente, as questões haláchicas relativas à admissibilidade de gentios que residem em Éretz Yisrael (na Terra de Israel) e ao status de um “guer tosháv” (estrangeiro residente) só podem ser abordadas dentro do contexto deste importante tema.

Os Filhos de Noá rejeitaram o cristianismo nos E.U.A. e uma série de outras religiões pagãs em todo o mundo. Eles se preocupam apenas com a Torá e com o único caminho de inter-relação que D’us lhes deu. Como o Nôach original, que se agarrou ao Todopoderoso enquanto o inferno da corrupção consumia a Terra, esses gentios justos do mundo lutam a guerra de Hashém.

Informação:

O Talmúd (Sanhedrín 56a) declara que O Todopoderoso deu aos filhos de Noá as Sete [Categorias de] Leis.

[Veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/02/04/as-sete-leis-de-noa-no-talmud-da-babilonia-sanhedrin-56a/  ]

Ao contrário do que muitos judeus equivocados acreditam e do que tragicamente muitos rabinos divulgam como um axioma judaico, NÃO é certo os gentios adorarem como lhes pareça conveniente. Embora o Povo Judeu tenha um pacto único com D’us, os gentios têm o seu próprio pacto: O Pacto de Nôach, manifestado por meio das Sete [Categorias de] Leis de Noá. Os gentios não foram abandonados por D’us, nem estão autorizados a abandonar D’us por si mesmos. Eles têm a oportunidade e, de fato, a obrigação de descobrir a Verdade do SEU NOME e de viver suas vidas de acordo com os princípios que lhes são exigidos.

Rabi Maimônides enumera as sete [categorias de] leis em “As Leis dos Reis”, capítulo 9, e elabora sobre elas:

א עַל שִׁשָּׁה דְּבָרִים נִצְטַוָּה אָדָם הָרִאשׁוֹן–עַל עֲבוֹדָה זָרָה, וְעַל בִּרְכַת הַשֵּׁם, וְעַל שְׁפִיכוּת דָּמִים, וְעַל גִּלּוּי עֲרָיוֹת, וְעַל הַגָּזֵל, וְעַל הַדִּינִים.

ב אַף עַל פִּי שֶׁכֻּלָּן קַבָּלָה הֶן בְּיָדֵינוּ מִמֹּשֶׁה רַבֵּנוּ, וְהַדַּעַת נוֹטָה לָהֶן, מִכְּלַל דִּבְרֵי הַתּוֹרָה, יֵרָאֶה שֶׁעַל אֵלּוּ נִצְטַוּוּ. הוֹסִיף לְנוֹחַ .מִצְווֹת שֶׁבַע נִמְצְאוּ); ד,ט בראשית” (תֹאכֵלוּ לֹא דָמוֹ בְּנַפְשׁוֹ, בָּשָׂר-אַךְ” שֶׁנֶּאֱמָר, הַחַי מִן אֵבֶר
(Machon Mamre Online)

1: “Seis preceitos foram ordenados a Adám:
a. (a proibição) de idolatrar falsos deuses;
b. (a proibição) de blasfemar contra D’us;
c. (a proibição) de assassinato;
d. (a proibição) de incesto e adultério;
e. (a proibição) de roubar;
f. (o mandamento [positivo] de estabelecer) leis e cortes de justiça.”

2: “Apesar de termos recebido todos estes mandamentos de Moshé ….… a proibição de comer carne de um animal vivo foi acrescentada para Nôach, como Gênesis 9:4 declara: “Porém, a carne com sua alma estando com vida em seu sangue (i.e., a carne de um animal vivo) você não pode comer.”

[Em português, página 107, Editora Maayanot.

Ou veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/08/01/maimonides-e-os-bnei-noach/    ]

Rabi Maimônides prossegue explicando como D’us foi acrescentando mitsvót a cada um dos Patriarcas:

* Avrahám: circuncisão e as preces matinais.

* Yitschác: dízimo e a prece da tarde.

* Yaacóv: a proibição de comer o nervo ciático, e a adição das preces noturnas.

Ao longo da história, proeminentes Poskím (rabinos legisladores) têm debatido e discutido o desmembramento e categorização precisos dessas leis. Muitos têm sugerido que outras leis foram dadas. Outrossim, há a complicada discussão haláchica relativa a quais mitsvót e responsabilidades adicionais os Bnei Noach podem adotar, bem como a permissibilidade (e de fato a exigência) para estudar e compreender todos os assuntos da Torá pertinentes às suas respectivas obrigações.

 

As Sete [Categorias de] Leis de Noá:

EXPONDO VÁRIOS MITOS

 

* Mito #1: É fácil ser Ben Noach.
[Errado.] É extraordinariamente difícil. As Sete Leis (de acordo com um grande número de poskím) são sete categorias gerais que abrangem uma miríade de subcategorias. As penas [aplicadas] a um gentio que revoga o pacto de Nôach são muito mais rigorosas do que seriam a um judeu. Se existissem tribunais apropriados ativos hoje [(ou seja, se existissem hoje tribunais legitimamente noaíticos)], a pena para quem revogasse quaisquer das sete leis seria morte por decapitação. Um Ben Noach tem de ser um indivíduo de mentalidade disciplinada para viver adequadamente tal código rígido de leis. Tudo isso deve nos fazer apreciar o compromisso dos gentios justos que abandonaram suas religiões para seguir a Torá. O link a seguir apresenta [EM INGLÊS] um ensaio profundo sobre os desafios enfrentados pelos Bnei Noach, escrito pelo Rabi Yisroel Chait, shlitah, da Yeshivá B’nai Torah. ( http://www.ybt.org/essays/rchait/bnoach/bneinoah.html )

 

* Mito #2: cristãos e muçulmanos são Bnei Noach.
Enquanto houveram Poskím, medievais e contemporâneos, que designaram estas religiões sob o título de “Bnei Noach” (por exemplo: a posição de Menachem ben Solomon Meiri [conhecido também simplesmente por Meiri (século 13)] sobre os cristãos), muitos eruditos judeus se opuseram a este status. Alguns viram isso como uma forma de “p’shara” (compromisso) que foi tomada por conveniência, devido a fatores socioeconômicos que exigiam uma leitura mais liberal do termo. Em sua obra clássica, Exclusiveness and Tolerance (Exclusividade e Tolerância), Jakob Katz observou o seguinte:

“Como veremos mais adiante, a avaliação judaica da cristandade contemporânea voltou-se principalmente sobre a questão de saber se os cristãos satisfazem os termos do Pacto de Nôach, que inclui a crença na unidade de D’us. Porém, não houve nenhuma dúvida de que os gentios, os cristãos [estando] incluídos, estão fora dos limites do pacto bíblico no sentido pleno do termo.” (página 3)

Deve-se notar que de acordo com Rabi Maimônides, nem o islã e nem o cristianismo são caminhos aceitáveis para os gentios que são obrigados a aceitar a soberania de Hashém, o Único e Verdadeiro D’us, no contexto das 7 Categorias de Leis de Noá. Embora a questão com os cristãos pareça evidente com base nos fundamentos de suas crenças, já que o islã é uma religião falsa com um falso profeta que rejeita o Pacto judaico eterno com O Todopoderoso, eles [os cristãos] não podem ser classificados como Bnei Noach. E eu nem sequer entrei nas proibições mais óbvias revogadas por eles desde tempos imemoriais. De acordo com Rabi Maimônides, mesmo um monoteísta genuíno não se qualifica como um Noaíta[ – Ben Noach, Filho de Noá –, um justo (ou piedoso) entre as nações, um sábio entre as nações, um devoto de Hashém entre as nações,] se ele aceita as Sete Categorias de Leis apenas porque elas lhe parecem lógicas, ao invés de aceitá-las como uma Revelação Divina.

[Veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/06/01/os-tres-tipos-de-descendentes-de-noa-os-dez-mandamentos-noaiticos-as-tres-leis-devocionais-dos-noaitas/   .]

Para resumir: É uma distorção da Halachá dizer que o cristianismo ou o islamismo é bom para os gentios. O primeiro (o cristianismo) continua a ser uma forma primitiva de idolatria, este último (o muhammadismo) um “monoteísmo” pagão, que na verdade é um culto de sangue da jihad. Ambas as religiões são usurpadoras teológicas que aderem à “teologia da substituição”, e ainda, no caso do islã, à uma completa distorção da história judaica e à uma rejeição do texto massorético [da bíblia] como um texto manipulado [pelos judeus]. Embora seja verdade que Rabi Maimônides coloca estas duas religiões em um contexto histórico e vê as duas religiões como sendo talvez uma maneira de afastar o mundo das formas mais óbvias de adoração falsa, elas são, para ele, meios claramente impróprios de culto que não cumprem os critérios de um Noaíta.

Para muitos rabinos religiosos um sentido complexo de universalismo não combina com um judaísmo fidedigno. As 7 Leis de Noá são um bom exemplo desta tendência trágica. Muitos judeus têm medo de “conduzir” o mundo a esse conhecimento [por acharem que] serão vistos como intolerantes e fundamentalistas pelos ignorantes. Embora o judaísmo certamente respeite a condição humana que necessita continuamente de uma busca espiritual longa e árdua, em última análise, todos os gentios são obrigados a seguir as 7 Leis de Nôach – uma forma de vida disciplinada, intensiva – e não uma religião (o que é proibido ao gentio [(inclusive se uma pessoa ou um grupo, mesmo que sob orientação de rabino(s), se judaiza (adota ou copia práticas ritualísticas judaicas (tsitsít, talít, shábat, etc)), conforme Mitsvót expostas por Rabi Maimônides)]).

 

* Mito #3: É suficiente ser uma “boa pessoa” ou “Todos os gentios morais seguem as Shéva Mitsvót”: Novamente, uma vez que estas são categorias amplas, carregadas de conceitos, é impossível seguir essas leis sem conhecê-las e estudá-las. Além disso, a maioria dos gentios, em virtude de suas respectivas crenças religiosas, concorda com as idéias que seriam consideradas idólatras/heréticas de acordo com os critérios noaíticos. A partir de uma perspectiva judaica, o único modo adequado de se ser uma boa pessoa é seguindo as Sete Leis. Isso não significa que os gentios que não têm conhecimento destas leis sejam ruins. Hashém irá julgá-los com base em sua busca intelectual da verdade. Mas, afinal, este é o quadro designado para os gentios alcançarem o status de gentio justo [ou seja, de justo entre os gentios, ou sábio entre os gentios, ou devoto de Hashém entre os gentios]. O Yahadút (O Judaísmo) sustenta que está garantida aos justos do mundo uma participação no mundo vindouro. Como regra geral, para os não-judeus, as Leis de Nôach são o único caminho para a obtenção deste status*. Indivíduos gentios podem em certas circunstâncias obter recompensa por suas ações independentemente de se alguma vez se comprometeram ou não com essas leis. O Talmúd registra tais casos. Só O Todopoderoso sabe o que está no coração do homem e em que medida ele se comprometeu com a busca da verdade na sua vida.

* Veja

https://a-fe-original–noaismo.info/2016/10/10/os-gentios-os-nao-judeus/

 

* Mito #4: O movimento Bnei Noach é um culto/uma criação “rabínica”: Geralmente, esta é a posição de cristãos antissemitas que estão apavorados com a ideia de que os gentios possam descobrir o sistema noaico. Missionários e evangélicos denigrem as Leis de Nôach como um culto já que querem que os gentios permaneçam cristãos, e a última coisa que querem é que o seu rebanho descubra [a existência de] um sistema [espiritual] para gentios que antecede a criação do cristianismo. Eles sabem que a crença em Jesus/Yeshua/Yahushua está ameaçada pelo Noachdút ou Noaísmo, o antigo código noaico. Atacar Benêi Nôach é também um meio para minar a lei oral como uma rígida “criação rabínica”. Infelizmente, às vezes alguém ouve judeus ignorantes expressarem essa noção de que Bnei Noach são uma seita, uma vez que eles nunca ouviram falar de um movimento contemporâneo de gentios que rejeitam Jesus/Yeshua/Yahushua [e o novo testamento] e que abraçam um caminho da Torá.

 

* Mito #5: Os judeus deveriam gastar todas as suas energias ajudando judeus: Nós judeus não vivemos no vazio. Ou nós impactamos o mundo com base nas palavras de Hashém, ou perdemos nossos conceitos para as interpretações distorcidas dos gentios. Ao ajudar os Bnei Noach, nós também ajudamos a nós mesmos, uma vez que ajudá-los a encontrar o verdadeiro conhecimento de D’us é uma obrigação. Sem ensinar os Benêi Nôach, negligenciamos os mais justos de todos os gentios e invariavelmente buscamos relacionamentos com aqueles que não estão cumprindo a vontade de D’us. E o resultado inevitável é que estes nos influenciam.

Gentios têm a obrigação de estudar e aderir às 7 Leis de Nôach. Mas, na ausência de tal sistema, os gentios não têm meios de se dedicar a esta obrigação. Como tal, nós judeus somos obrigados a adotar o manto de professor da mesma maneira que nosso patriarca Avrahám, a fim de disseminar esse conhecimento para o mundo. Nosso fracasso em abraçar esta tarefa certamente constitui um Chilúl Hashem.

Há muitos gentios que estão esperando ansiosamente o povo judeu chegar até eles. Eles estão ansiosos para aprender. Há muitos que já estão vivendo as leis noaíticas e necessitam do nosso apoio. Não podemos ignorá-los. Está mais do que na hora de se jogar fora “amizades” interesseiras halachicamente proibidas de cristãos evangélicos duas caras que esfregam as mãos enquanto doam milhões para instituições judaicas de caridade. Uma alma judia vale mais do que qualquer número de bilhões de dólares que estes predadores nos enviem. Todas as nossas energias para com os gentios devem ser direcionadas para os justos filhos de Noá.

Vários anos atrás, tive o privilégio de conhecer e compartilhar algumas palavras com um comprometido Noaíta ou Ben Noach. Posso lhe dizer que estas são realmente pessoas especiais, que abandonaram suas crenças ao longo da vida para seguir a Torá. Neste caso, o indivíduo já havia sido um devoto cristão. Como pode alguém não se arrepiar quando analisa o que essas pessoas têm feito? Estou admirado com a honestidade intelectual, força e coragem que é preciso ter para empreender um caminho tão solitário e difícil. Essas pessoas notáveis têm um compromisso inabalável com Hacadósh Barúch Hu (O Santo, Bendito Seja), que os judeus deveriam imitar.

Que O Todopoderoso os fortaleça.

 

Donny Fuchs
© jewishpress

Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info

Site Bnei Noach (BRA)_Bnei Noach_Filhos de Noé_Leis Universais_Noaismo.info

© Projeto Noaismo Info (Site Bnei Noach)

 

Veja também:

https://a-fe-original–noaismo.info/palavras-do-rebe-a-toda-a-humanidade-a-todos-os-nao-judeus-do-mundo/

O que é um Bnei Noach?

TEXTO REVISTO E PARCIALMENTE REFORMULADO POR PROJETO NOAISMO INFO

 

Atenção: nos termos hebraicos transliterados, o “CH” deve ser pronunciado como “RR” e o “SH” como “CH”.

 

O que é um Bnei Noach*?

* Benêi Nôach, Filhos de Noá, em hebraico.

 

Por Rabi A. Ch. e Projeto Noaismo Info

 

Reconhecimento da mensagem profética transmitida pelo Povo de Israel

O termo hebraico Bnei Noach – “Filhos de Noá” – [(no seu sentido espiritual — ou seja, de Noaítas —, em vez de no genérico)] refere-se a uma personalidade humana específica ao qual se concede um valor especial no judaísmo. O termo refere-se a alguém que não é membro do povo judeu, mas, em virtude de seu reconhecimento da mensagem profética realizada pelo Povo de Israel, decide aceitar sobre si mesmo o desempenho de vários mandamentos (da Torá), ou mitsvót.

A relação entre esse homem e o Noá (Noé) bíblico reside no fato de que, segundo a tradição judaica, apenas na época de Noá se chegou ao conjunto mínimo de leis para o escopo da moralidade humana. Esse conjunto de leis permite, entre outras coisas, escutar a Palavra de D’us.

A identidade Bnei Noach [(mais especificamente o que hoje chamamos de Noaítas)] se caracteriza, antes de tudo, mediante a aceitação e a observação dos sete mandamentos que se denominam as “Sete Leis dos Filhos de Noá” – “Shéva Mitsvót Benêi Nôach”. Por ‘aceitar’ queremos dizer que alguém vê estes mandamentos como uma norma obrigatória. Por ‘observar’ nos referimos a execução ativa dos mandamentos.

Nas Leis dos Reis (8:11), Rabi Maimônides distingue entre dois tipos de Bnei Noach: o “devoto (de Hashem) entre as nações” ou “sábio entre as nações”, e o restante da humanidade. O “devoto (justo) entre as nações” ou “sábio entre as nações” é aquele que cumpre os sete mandamentos de Noá através de seu reconhecimento do D’us de Israel e pelo fato de que ELE os ordenou na Torá através de Moisés. [Ele é piedoso e sábio em decorrência de ser devoto de Hashém (pois O conhece e O serve). (A propósito, o noaíta – o gentio justo/sábio — para ser exatamente um noaíta, deve primeiro praticar outras Três Mitsvót além das Sete mais básicas (as Mitsvót Espirituais ou Devocionais: Conhecer Hashém; estudar Sua Palavra, a Torá, com o Seu Povo, os judeus; não inventar rituais nem religiões e abandoná-las).) O restante da humanidade são Bnei Noach apenas no sentido simples e natural de descendentes de Noá (daí o termo noaídas). Dentre esses podem haver] aqueles que cumprem os sete mandamentos de Noá como resultado de seu próprio raciocínio (mas esses não são devotos de Hashem nem sábios).

 

Os Mandamentos como a base para a relação com o divino

Vamos nos concentrar em um ponto importante que surge do fato de que existem duas categorias separadas. Na opinião de Maimônides, aquele que deseja ser considerado como “devoto (justo) entre as nações” ou “sábio entre as nações” é obrigado a aceitar as Sete Mitsvót como resultado de seu reconhecimento do D’us de Israel. (E no tempo do Templo, se quiser morar em Istael, deve fazê-lo perante um Beit Din, um tribunal de lei judaica.) O Talmúd descreve como, no curso da história, as sete leis tornaram-se nulas e sem efeito uma vez que a humanidade não mantiveram-nas. E assim o Talmúd pergunta sobre esta anulação: Como pode ser que a consequência de simplesmente não cumprir determinados requisitos foi que os próprios requisitos tornaram-se nulos e sem efeito? O Talmúd responde: Os requisitos não foram anulados, mas sim em vez de os requisitos serem implementados como mandamentos, agora são implementados como resultado de uma decisão humana, através do próprio raciocínio da pessoa. Superficialmente, este parece ser um nível de virtude, uma forma de maturação da humanidade, por assim dizer. Mas na realidade se trata de um sinal de declínio. A partir daqui, [não há nenhuma garantia de que os 7 mandamentos serão cumpridos por todas as pessoas em todos os lugares e em todas as épocas conduzindo o mundo todo à perfeição, pois falta a obrigatoriedade universal provinda da] devoção, do apego e da íntima conexão com D’us.

O Rabi Yehuda Ashkenazi (líder da comunidade judaica francesa, 1922 – 1996) viu esta passagem no Talmúd como a descrição do que ocorreu nas primeiras etapas do cristianismo. Quando Paulo de Tarso anulou os mandamentos, a comunidade de Antioquia começou a viver uma vida licenciosa. Paulo lhes enviou uma epístola e declarou: Tudo é lícito, mas nem tudo é apropriado. Ou seja, é necessário continuar executando as mesmas ações como antes, contudo, não na forma de um “mandamento”, mas simplesmente porque este é o comportamento adequado. A alma cristã encontra apreensão e repúdio na idéia de formar uma relação com D’us sobre a base de ‘mandamentos’, já que sentem que é impossível para o homem não transgredir, e por conseguinte, a conexão poderia ser quebrada. Devido a isto, em sua opinião, o melhor é formar uma relação com D’us por meio de um canal diferente: “a Fé”. E assim as leis passam a ser uma questão de cortesia e bons modos.

Portanto, quando uma pessoa aceita formalmente sobre si estas sete leis como resultado de seu reconhecimento do D’us de Israel, poderia se dizer que na realidade está regressando ao estado original do homem, onde o cumprimento dos mandamentos formou a base para a relação com D’us.

 

Preservar uma variedade de identidades

Quanto às leis propriamente ditas, a maioria estão em um sentido negativo: a proibição do homicídio, a proibição de roubo, e assim sucessivamente. O Judaísmo, de forma premeditada, não dá definições positivas para a forma em que um Bnei Noach deve servir D’us, já que o serviço muda de acordo com a identidade humana de cada nação [(ou seja, “como se pensa em D’us, como alguém se comunica com D’us, como cada um devota D’us, isso é entre cada um e D’us” — Rabi Yanki Tauber (Chabad))]. Se fossem proporcionadas instruções positivas de como servir D’us, isso distorceria a identidade única dos membros de cada nação, e em última análise, derivaria em uma espécie de imperialismo cultural. O postulado fundamental do judaísmo é que a identidade humana original se diversificou, e cada nação e cultura expressa apenas uma dimensão específica da identidade humana, uma certa maneira de ser homem, um caminho específico para conhecer D’us. Portanto, o judaísmo aspira a unir todas as diversas identidades da humanidade em um esforço comum, de cooperação, a fim de restaurar a identidade humana original.

Desta maneira, o esforço espiritual para alcançar a devoção e o apego a D’us é comum a toda a humanidade, onde quer que estejam, desde que mantenham, na prática, essas Sete Mitsvót [(com as Três Devocionais — que são o fundamento das Sete)]. Ocasionalmente, devido a corrupções da sociedade, o indivíduo acha necessário afastar-se de uma sociedade específica a fim de avançar em um caminho espiritual, mas em tempos normais é possível avançar espiritualmente através do relacionamento com o seu atual ambiente cultural.

 

Veja também:

https://a-fe-original–noaismo.info/2019/06/01/os-tres-tipos-de-descendentes-de-noa-os-dez-mandamentos-noaiticos-as-tres-leis-devocionais-dos-noaitas/

 

© Rabi A. Ch. e © Projeto Noaismo Info

Traduzido do espanhol por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

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