Bnei Noach, Sucot e (O DIA DE HOJE QUE É) Hoshaná Rabá PARTE 2; e a Prece Pela Chuva

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HOJE É HOSHANÁ RABÁ

Bnei Noach e a festividade judaica de Sucot e o dia de (HOJE QUE É) Hoshaná Rabá PARTE 2;
e a Oração Pela Chuva

 

Hoshaná Rabá:
Do por do sol de hoje, sábado, 15 de Outubro de 2022, ao por do sol de amanhã, domingo, 16 de Outubro de 2022.
Hoje é o Sétimo e Último dia da festividade judaica de Sucot. Este é o dia conhecido como Hoshaná Rabá, o dia da “Grande Salvação”. 

Uma mensagem compartilhada pelo prezado Rabi Yerachmiel Altman explica:
“O sétimo dia de Sucot é conhecido como Hoshaná Rabá. Todos os eventos futuros para o próximo ano, que foram assinados em Rosh Hashaná e selados em Yom Kipur, são finalizados em Hoshaná Rabá por um segundo selamento. A razão para um segundo selo é outra oportunidade de arrependimento ou retorno.
D’US é a essência do bem, e a natureza do bem é conceder bondade. O primeiro Mandamento Noaítico é acreditar em D’US e ter confiança NELE — que ELE cuidará de todas as SUAS criaturas.”

A Revista Morashá explica mais:
“Rosh Hashaná [é] o dia em que o julgamento Celestial se inicia e Hoshana Rabá [é] o dia em que termina. Consequentemente, Hoshana Rabá assume especial importância como um dia de oração e arrependimento. A ideia [portanto, é que D’US] primeiro assina, depois sela o destino, e só depois entrega SEUS decretos. O ONIPOTENTE dá ao ser humano tempo de mudar seu comportamento, possibilitando assim alterar seu destino. Em Rosh Hashaná, a Corte Celestial julga todas as pessoas. Os justos são julgados favoravelmente e aqueles que estão em falta têm até Yom Kipur para se arrepender. Se não o fizerem, o veredicto desfavorável é selado, mas ainda não é entregue. Isso só ocorre em Hoshana Rabá — o último dia da festa de Sucot.
Apesar de Sucot e Hoshana Rabá ser uma época de júbilo, é também uma época de auto aperfeiçoamento”.

 

Na hora do almoço DE DOMINGO (16 de outubro), pode-se fazer uma refeição festiva em honra a este dia de Hoshaná Rabá. Inclusive, antes da refeição, ou depois (na verdade, a qualquer hora que quiser), pode-se mergulhar o pão no mel e comê-lo (inteiro ou só um pedaço) (faz-se apenas a bênção do pão).
Depois da refeição, após a oração da refeição festiva (página 97 a 99 (na página 98 diz-se: “Festa de Sucot”) do Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações dos Dias da Semana), e apenas nesta ocasião no ano, pode-se recitar o seguinte:

Quando TUA Sagrada Casa estava na Cidade Santa, Israel oferecia orações e sacrifícios em nome das 70 nações do mundo, para expiar por elas e pelo mundo. No entanto, hoje TUA Casa está em ruínas e essas oferendas não podem ser trazidas em seu lugar designado. No entanto, Israel ainda recita essas oferendas hoje, em nosso mérito e em nosso nome, como expiação pelo mundo. Que a minha oração se una à deles, e que o serviço do coração seja aceito diante de TI como o serviço do Templo Sagrado.
No sétimo dia foi trazido para o Templo Sagrado [conforme está em Números 29:32 a 34]:
“E no sétimo dia (de Sucot ofertareis) sete touros, dois carneiros e 14 cordeiros de um ano de idade, (todos) sem defeito, junto com suas oblações (oferendas de farinha) e libações (a libação especial de água que era oferecida em Sucot) que os acompanham — para os touros, para os carneiros e para os cordeiros — de acordo com seu número legalmente requerido. (Ofertareis também) um cabrito como oferenda de pecado, além da oferenda queimada diária [ou seja, os sacrifícios diários], acompanhada de sua oferenda de farinha e libação.”
Ó PURO, que minha oração ascenda a TI. TU, que és abundante em misericórdia e perdão, limpa e remove minhas transgressões intencionais e não intencionais. Perdoa-me e concede-me perdão pelos erros que cometi ao usar mal o TEU mundo, fazendo o que é cruel ou causando sofrimento indevido a outros seres vivos.
TU conheces os mistérios do universo e TU conheces os segredos ocultos de todo ser vivo. TU exploras todos os nossos pensamentos mais íntimos e sondas nossa mente e coração; nada se oculta de TI, nada se esconde de TUA vista. Portanto, seja a TUA vontade, Hashém nosso D’US, ter misericórdia de nós, e perdoa-nos todos os nossos pecados, concede-nos expiação por todas as nossas iniquidades, e perdoa-nos e desculpa-nos por todas as nossas transgressões. Bendito és TU, Hashem, Que perdoa e desculpa as nossas iniquidades, removendo as transgressões uma a uma, com amor e misericórdia para com a TUA Criação.
Hashem, TEUS são a grandeza, o poder, a glória, a vitória e a majestade; pois tudo o que está no Céu e na Terra é TEU. Hashem, TEU é o reinado, e TU és exaltado, supremo sobre todos os soberanos. E Hashém será REI sobre toda a Terra; nesse dia Hashem será UM e O SEU NOME UM. E na TUA Torá está escrito: Ouve Israel, Hashem é O nosso D’US, Hashem é UM. Bendito seja O NOME da glória de SEU Reino por toda a eternidade.”

 

As duas mitsvot da Festividade de Sucot, tomar (ter em mãos) as quatro espécies [Etrog (cidra amarela), Lulav (folha de palmeira), Hadás (ramo de murta) e Aravá (ramo de salgueiro) (um Lulav, um Etrog, três Hadassim e duas Aravot)] e habitar em sucot [sucot é o plural de sucá=cabana], foram ordenadas apenas para os integrantes de Israel. Este fato cria um problema de Chidúsh Dat [Imitação Religiosa] para Bnei Noach.
Judeus e Bnei Noach devem se regozijar em seu objetivo comum: uma redenção da humanidade baseada na Torá.

Quanto a Sheminí Atséret, é inapropriado que Bnei Noach a observe.

 



 

Ao anoitecer de domingo termina o dia de Hoshaná Rabá. Então, no dia seguinte, na segunda de manhã (17 de outubro), pode-se recitar a oração pela chuva, Tefilát Guéshem, (porque nesta época o mundo é julgado em relação à água; veja

Bnei Noach, Sucot e Hoshaná Rabá

 

). Esta oração é recitada uma única vez no ano, nesta data (um dia depois da festividade judaica de Sucot, ou, um dia depois do dia de Hoshaná Rabá). É apropriado que judeus e Bnei Noach, ao mesmo tempo, orem por chuva para que suas orações se unam na súplica ao CRIADOR.

 

A Oração Pela Chuva

Af-Berí é o nome do anjo da chuva, aquele que escurece o céu cobrindo-o das nuvens que ele forma e fazendo a chuva cair. Água com a qual TU coroas a terra de vegetação; não retenhas a chuva devido a nossos pecados. Pelo mérito dos Patriarcas de Israel, protege aqueles que oram por chuva (o povo de Israel e os noaítas).

Que ELE ordene ao SEU anjo que seja mandada chuva das águas celestiais para abrandar a face da Terra com suas gotas cristalinas. Na (TUA Palavra, a) Torá, TU chamaste “poderosa” a água, assim como TU és chamado PODEROSO; para aliviar com suas gotas aqueles em cujas narinas foi soprado o alento de vida, e para dar vida àqueles que (agora) recordam os poderes da chuva.

D’US nosso, recorda o patriarca de Israel (Avraham) que TE seguiu como a água; TU o abençoaste como uma árvore plantada junto a riachos; TU o protegeste e TU o salvaste do fogo e da água; TU o provaste quando ele plantou junto a cada corrente de água.
Por ele, não nos prive de água!

Recorda a aquele que nasceu depois da boa nova (Isaac), quando foi dito: “por favor, pegue um pouco d’água”. TU disseste ao pai dele para sacrificá-lo e derramar seu sangue como água; ele foi cuidadoso de verter orações de seu coração como água; ele cavou e encontrou poços de água.
Pela retidão dele, favoreça-nos com água em abundância!

Recorda a aquele que carregou o cajado dele e atravessou as águas do Jordão (Yaacov); ele uniu o coração dele a D’US e removeu a pedra da boca do poço de água; assim como ele lutou com o anjo composto de fogo e água; portanto, TU prometeste estar junto a ele no fogo e na água.
Por ele, não nos prive de água!

Recorda a aquele que foi retirado das águas em uma cesta (Moshe); eles disseram: “ele encontrou água e deu de beber às ovelhas”; quando TEU amado povo de Israel teve sede, ele golpeou a rocha e saiu água.
Pela retidão dele, favoreça-nos com água em abundância!

Recorda o Sumo Sacerdote (Aharón), o encarregado do Templo, que (em Yom Kipur) se imergia 5 vezes na água; ele se banhava e lavava as mãos com água sagrada; ele clamava e espargia (e o povo de Israel se) purificou pela água; ele permaneceu à parte de um povo de impetuosidade semelhante à água.
Por ele, não nos prive de água!

Recorda as 12 tribos de Israel que TU fizeste atravessar em meio às águas divididas; para as quais TU adoçaste o amargor da água; o sangue dos descendentes deles foi derramado, em TEU NOME, como água; volta-TE a nós, pois as aflições submergem nossas almas como água.
Pela retidão deles, favoreça-nos com água em abundância!

Pois TU Hashem, nosso D’US, é que fazes com que o vento sopre e caia a chuva.
Para a bênção e não para a maldição.
Para a vida e não para a morte.
Para a fartura e não para a escassez.

TU sustentas os vivos com misericórdia, ressuscitas os mortos com grande piedade, amparas os caídos, curas os doentes, liberas os cativos e cumpres a TUA promessa aos que dormem no pó. Quem é como TU, ó PODEROSO! Quem se compara a TI, REI que traz a morte e restitui a vida, e faz florescer a salvação? Bendito és TU, Hashem, CRIADOR e DADOR da vida, que sustentas suas criações!

 

© Rabi Avraham Chaim Bloomenstiel
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Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

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Hoje é Yom Kipur (explicação do Rebe sobre alguns conceitos)

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Os verdadeiros significados de teshuvá, de tefilá e de tsedacá
(traduzidos como o Arrependimento, a Oração e a Caridade)

 

Entre hoje e amanhã (terça e quarta, até o por do sol), judeus e Bnei Noach* estarão recitando em português, e nos outros idiomas que não o hebraico: “mas o Arrependimento, a Oração e a Caridade afastam a severidade da sentença”.

* Os Bnei Noach, de acordo com o Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações de Yom Kipur, revisado pelo Rav Shimshon Bisker, de Israel.
Baixe-o como livro digital gratuitamente em:

Machzor da Comunidade Bnei Noach Brasil

 

Por Rav Menachem M. Schneerson (o Rebe)

 

O serviço a D’us nestes dias entre Rosh Hashaná e Ióm Kipúr é, como afirmado na liturgia de Rosh Hashanah e Yom Kipur: “teshuvá, tefilá e tsedacá”. Estes são comumente apresentados em português como arrependimento, oração e caridade. Aparentemente, tais coisas existem também no mundo não-judaico.

Há diferenças fundamentais, no entanto, entre teshuvá e arrependimento, tefilá e oração, tsedacá e caridade. De fato, arrependimento, oração e caridade não são apenas más traduções, mas são realmente opostos exatos de seus significados na língua sagrada. Não existe uma tradução adequada porque seus conceitos simplesmente não existem fora da Torá.

Vejamos cada um separadamente, examinando seus respectivos significados na língua sagrada e em português.

Teshuvá
“Arrependimento” significa pesar e contrição pelos pecados ou omissões de boas ações; e a determinação de começar de novo. Muitas vezes no português a palavra arrependimento passa a ideia de “escrever uma nova história” [como que apagando a anterior], “tornar-se uma nova pessoa”.

“Teshuvá” significa algo muito diferente. Enfatiza não a ideia de “novidade”, mas a de retorno. A teshuvá é relevante para todos os judeus, mesmo os completamente justos. Teshuvá não é apenas “arrependimento”, o desejo de expiar o mal e começar de novo, o que não se aplicaria aos completamente justos que não fazem nada de errado. Em vez disso, o Alter Rebe escreve: Teshuvá é o conceito de “o espírito deve retornar ao D’us que o deu”: a alma continuamente se esforça para se aproximar de D’us, sua FONTE. E assim como D’us é infinito, assim, mesmo o judeu completamente justo pode elevar-se cada vez mais em sua apreensão da DIVINDADE. Ele também está sempre fazendo teshuvá — retornando à sua FONTE.

Teshuvá é relevante também para os completamente ímpios. Não importa quão baixo ele tenha caído, a esperança nunca é perdida. Ele sempre pode fazer teshuvá, pois não precisa realizar nenhum ato revolucionário, criar uma nova existência. Ele precisa simplesmente retornar ao seu eu interior.

Tefilá
“Oração” é a ideia de súplica, petição; alguém roga a D’us para lhe conceder o que ele pede. Se nada falta, ou não há desejo de nada, não há “oração”.

“Tefilá”, por outro lado, significa união com D’us. Em contraste com a “oração”, com sua ênfase em que D’us atenda ao pedido de alguém, a tefilá enfatiza o esforço do ser-humano para alcançar a união com D’us. Os momentos de tefilá são os meios pelos quais este vínculo é reforjado e reforçado. São tempos de completa comunhão com D’us.

Assim, ao contrário da “oração”, a tefilá é totalmente relevante mesmo para aqueles que não tem qualquer necessidade. Tefilá não é apenas o pedido para as próprias necessidades (embora isto seja certamente uma parte da tefilá), mas principalmente o instrumento pelo qual um judeu e seu CRIADOR se unem.

Tsedacá
“Caridade” geralmente significa esmola, benefícios gratuitos para os pobres. O doador da caridade é benevolente, é uma pessoa que dá sem se sentir na obrigação de ter de dar. Ela não está em dívida com os pobres, mas dá por causa de sua generosidade.

“Tsedacá” tem um significado completamente oposto. Ao invés de conotar benevolência, é a ideia de justiça — que é apenas certo e justo que alguém dê tsedacá. Há duas razões para isto:
(1) Uma pessoa é obrigada a dar a outra, pois o dinheiro não é seu. D’us tem dado o dinheiro para ela na confiança, com a finalidade de dá-lo a outros.

(2) D’us não está em dívida com o humano, mas lhe dá o que ele precisa. Um judeu deve agir da mesma maneira, na verdade é obrigado a fazê-lo: ele deve dar aos outros, embora não esteja em dívida com eles. Em troca, D’us o recompensa da mesma maneira. Porque ele transcendeu seu instinto natural e tem dado quando não está em dívida, D’us, por sua vez, lhe concede mais do que ele é digno de receber.

O verdadeiro significado judaico de teshuvá, tefilá e tsedacá, então, é alguém que retorna ao seu verdadeiro eu — teshuvá; alguém que alcança a união com D’us — tefilá; e alguém que age com justiça — tsedacá. Quando se realizam estes serviços nos Dez Dias de Arrependimento, então, não obstante o bem concedido em Rosh Hashaná, D’us concede ainda mais generosidade em Yom Kipur do que o fez em Rosh Hashaná.

 

© Rav Menachem Mendel Schneerson (o Rebe de Lubavitch)
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Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

 

Veja a Mensagem Especial de Yom Kipur do Rav Shimshon Bisker para todos os Bnei Noach em

sitebneinoachprojetonoaismo.info/curso-bnei-noach-parte-21-especial-de-yom-kipur/

E não deixe de adquirir neste começo de novo ano os livros impressos do Rav Shimshon Bisker lançados pela Livraria virtual Projeto Noaismo Info: Bnei Noach Guia Básico 1 e Bnei Noach Guia Básico 2.

Livros esses que por sinal também tratam de arrependimento, oração e caridade (tsedaká).

sitebneinoachprojetonoaismo.info/2022/09/17/bnei-noach-guia-basico/

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21a Parte do Curso Bnei Noach

B”H

 

Parte 21 do Mini Curso Virtual Gratuito de Introdução ao Tema de Bnei Noach

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19a Parte do Curso Bnei Noach

B”H

 

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Shabat, festas judaicas e os Bnei Noach

 

O Shabát e as festividades judaicas não devem ser observados pelos Bnei Noach (noaítas). Por que?

Diz a Torá em Bereshít/Gênesis 8:22: “Dia e noite eles não descansarão”. Daqui aprendem os sábios no Talmúd (Sanhedrín 58b) que um “gentio que descansa, é passível de pena de morte”.

O conceito de “descanso” aqui se refere a tomar um dia da semana como dia de descanso religioso, quer dizer, em nome de D’us, mesmo que não o sétimo dia da semana. O conceito de “morte” aqui se refere à morte celestial, não à morte por uma corte terrestre.

Esta idéia está mencionada na lei judaica (halachá) em Rambám (Rabi Maimônides), Leis dos Reis, cap. 10, lei 9. Isto significa que os gentios tem proibida a observância do Shabát [incluindo honrá-lo, já que não se honra um ritual]. Isto não quer dizer que eles não podem descansar no sentido literal da palavra, e sim que esse descanso não pode ser em honra ao fato de que D’us criou o universo em seis dias e no sétimo dia descansou.

Por sua vez, em Shemót/Êxodo 31:12-17 a Torá diz claramente que o sétimo dia judaico é um dia para a festividade exclusiva para o povo judeu.

 

“12. D’US disse a Moshé

13. para falar aos israelitas e lhes dizer: Devem todavia cumprir os MEUS shabatót. É um sinal entre EU e vocês por todas as gerações, para fazer com que [os povos] compreendam que EU, D’US, os estou fazendo santos.

14. (Por conseguinte,) cumpram o Shabát como algo sagrado para vocês. Todo aquele que fizer trabalho (durante a festa do Shabát) será cortado espiritualmente de seu povo, e por conseguinte, todo aquele que o viole será condenado à morte.

15. Façam o seu trabalho durante os seis dias da semana, mas façam no sétimo dia [a festa do] Shabát de Shabatót, [uma festa] sagrada para D’US. Quem fizer qualquer trabalho no sétimo dia será condenado à morte.

16. Os israelitas, deste modo, farão o Shabát, e o dia de fazê-lo será um dia de repouso por todas as gerações, como pacto eterno.

17. É um sinal entre EU e os israelitas de que durante os seis dias da semana D’US fez o céu e a terra, mas no sétimo dia deixou de trabalhar e retirou-SE para o espiritual.”

 

Rabi Ráshi, um dos principais comentaristas da Torá, explica sobre o versículo 13 acima que a idéia de “um sinal” é que é uma mostra da grandeza do povo judeu que D’us lhes legou o Shabát. Logo ele explica que fazer com que compreendam se refere a que todas as nações do mundo saibam queEU, D’US, os estou fazendo santos”, ou seja, que D’us santifica o povo judeu com o Shabát.

Assim também todas as festividades mencionadas na Torá são sinais do vínculo entre o povo judeu e Hashém e se aplica à mesma lei [explicada por Rabi Maimônides,] de modo que os gentios não devem observar essas festas.

As exceções a esta regra são as festas do Rósh Hashaná, quando comemoramos a criação da humanidade — de todos os seres humanos —, e Ióm Kipúr, o dia da expiação.

O Talmúd (Rosh Hashaná 16a) explica que Rósh Hashaná é o dia do Julgamento Divino para todos os seres humanos e Ióm Kipúr, o dia da expiação, é o dia em que é selado esse julgamento. Daqui surge que estas duas festas têm relação com os gentios também.

No entanto, essa relação não é com os preceitos específicos de cada uma destas festas, como escutar o som do Shofár [e quanto mais tocá-lo] no Rosh Hashaná e jejuar no Ióm Kipúr, mas com o conteúdo conceitual da festa: Rosh Hashaná como o dia do julgamento e da aceitação de Hashém como REI sobre toda a criação e Ióm Kipúr como o dia da expiação das transgressões e do perdão divino.

A forma adequada que um gentio pode passar estes dias é recitando salmos. Todos os salmos. Em Ióm Kipúr pode-se adicionar, em algum momento do dia, uma confissão dos pecados do ano anterior, e inclusive de anos anteriores. Mas não como uma obrigação.

Rabino Tuvia Serber (Chabad)

 

© Rabi Tuvia Serber
© Projeto Noaismo Info: traduzido do espanhol por © Projeto Noaísmo Info

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Bnei Noach e o Yom Kipur e Sucot

Perguntas & Respostas

 

Bnei Noach e Yom Kipur e Sucot

Por Rabi Asher Cacua

 

Pergunta:

Qual é o nosso papel, como noaítas (bnei Noach), nas festividades de Ióm Kipúr e Sucót?

 

Resposta:

Graças a Hashém se aproxima o dia da festividade de Yóm Kipúr. Nos encontramos agora nos dias intermediários entre Rosh Hashaná e Ióm Kipúr. Sabemos que em Rosh Hashaná são julgadas todas as pessoas neste mundo, judeus e não-judeus, e que Hashém decreta neste dia as coisas que hão de acontecer no novo ano, como por exemplo, quem vai morrer e quem vai viver, as guerras que virão ou não, quem adoecerá e quem não, é decretado cada real que vamos receber no novo ano etc. Isto pode parecer “predestinação” mas não o é, já que muitas coisas podem ser mudadas se fazemos teshuvá, e este é precisamente o objetivo destes dias antes de Ióm Kipúr e do próprio Yom Kipúr, pois no Ióm Kipúr tudo será selado.

 

A diferença entre os povos das nações e o povo judeu é que O CRIADOR nos deu — a nós judeus — mandamentos específicos, ou seja, ELE deu mandamentos concernentes ao povo judeu, como jejuar em Yom Kipur, somado a todas as demais Halachót como não banhar-se neste dia, não calçar sapatos de coro etc, apenas para mencionar algumas. Mas não é propício aos bnei Noach (Noaítas) fazerem estas coisas neste dia nem sequer de maneira voluntária, enquanto que, por outro lado, podem (sim) fazer outras coisas como abençoar os alimentos, recitar algumas rezas etc. Fazer estas coisas [simplesmente porque o judeu assim as fazem devido a Halachá (Lei Judaica)] seria cometer chidúsh dat, ou em outras palavras, inventar uma religião ou repudiar sua identidade noaítica.

 

Por outro lado dizer que vocês não podem nem sequer fazer uma introspecção e analisar seus atos, seus erros, estabelecer metas para si mesmos para melhorarem etc, seria equivocado, quer dizer, é um bom conselho que o noaíta procure nestes dias analisar o seu rumo, como melhorar, aprofundar e fortalecer a sua Emuná (fé), bitachón (confiança em D’us) e compreensão da unicidade de Hashém.

 

Quanto à Sucót, o mesmo que foi dito acima até agora se aplica aqui, não há que se construir sucá nem fazer nada das coisas (referentes a Sucót).

 

Rabino Asher Cacua.

© Rabi Asher Cacua
© Projeto Noaismo Info: traduzido do espanhol por © Projeto Noaísmo Info

 

Para um melhor entendimento sobre a questão de um gentio não se alimentar no dia do Yom Kipur, veja a explicação do nosso Rav, do Rabino Supervisor do Site Bnei Noach Projeto Noaísmo Info, o Rav Shimshon Bisker, de Israel, autor de mais de 40 livros:

Existe um dia de jejum para os Bnei Noach?

E para ver a mensagem exclusiva de Ióm Kipúr do nosso querido Rav, o Rav Shimshon Bisker, para a Comunidade Bnei Noach Brasil:

Curso Bnei Noach parte 21: ESPECIAL DE YOM KIPUR

 

E para quem quiser também entender melhor como funciona o procedimento das festividades judaicas, adquira os livros digitais do Rav Shimshon Bisker em nossa livraria, a Livraria virtual Projeto Noaismo Info:

Curso Bnei Noach parte 30 – ESPECIAL: LIVRARIA virtual Projeto Noaismo Info

 

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Existe um dia de jejum para os Bnei Noach?

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Perguntas & Respostas

 

Bnei Noach e dia de jejum

ATUALIZADO

 

Pergunta:
Podem os Bnei Noach (filhos de Noá/noaítas) observarem um dia ou os dias judaico(s) de jejum?

Resposta:
O Rav Shimshon Bisker, de Israel, o Rabino Supervisor do Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info, responde:

“Em relação ao tema dos jejuns:

[6] dias de jejum foram decretados para o Povo de Israel por motivo da influência existente nessas datas.
O único jejum citado na Torá é o de Yom Kipur, dia que possui uma influência do perdão e expiação. Esse é um dos motivos que a Torá exige o jejum. 
Os outros jejuns foram decretados pelos sábios da Torá principalmente pela grande influência de justiça que recai nessas datas sendo, então, datas propícias para inicar ou recair duros decretos sobre o Povo de Israel (principalmente) e sobre todo o mundo. Contudo, exceto as sete Leis universais (as Leis de Noah) e as suas ramificações, as demais Leis da Torá e rabínicas não comprometem os demais povos. Aquele que deseja se relacionar com essa influência é, de fato, aconselhado. Isso pode ser feito através de conversas com O CRIADOR, súplicas e pedidos; é aconselhado fazer uma reflexão sobre o tema e retificação dos erros; pensar e ver na prática como ser uma pessoa um pouco melhor do que era até então. Assim, a pessoa cresce e usufrui da influência dessas datas.
 
Para Yom Kipur, por mais que possa tocar em um certo nível de polêmica — tenho receio de gerar um sentimento de confusão nas pessoas. Mais ainda, gerar um sentimento de cobrança sobre algo que não é obrigado a fazer (gerar uma auto-cobrança desnecessária) — acho que se deve dar este mérito aos bnei Noach: quando, no Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações, se fala da janta (festiva) de Yom Kipur, para o Ben Noach que deseja muito jejuar em Yom Kipur mesmo não estando obrigado (pois deseja a influência do jejum no dia do perdão), pode fazê-lo de forma discreta.
[Na verdade, há] questões e oportunidades que sim podem trazer um grande benefício sem submeter-se a identidade de um judeu — já que um ben Noach não deve querer parecer e agir como judeu; e existe uma pressão errônea sobre esse tema. Essa é a verdade. —, como, por exemplo, para aquele que sente que cometeu pecados graves ou por um longo tempo até conhecer as Leis de Noach e está angustiado e deseja o perdão, portanto, ele pode ter o mérito de fazê-lo. Contudo, ele pode também se retificar com o arrependimento e confissão a Hashem, sem necessitar o jejum.
Se também deseja jejuar, não é proibido[*], porém, deve saber que todos os detalhes da halachá [lei judaica] não comprometem os bnei-Noach, então, o que fizer deve sentir que já é lucro e não sentir culpa por isso, por exemplo, se jejua até o meio-dia ou por algumas horas; ou se evita comer doces e comidas deliciosas etc., tudo isso é considerado por Hashem como algo grandioso. Outra dica para os bnei-Noah que desejam de toda forma jejuar é iniciar o jejum e seguir até sentir que jejuou um tempo suficiente e significativo de acordo com a sua situação e força.
Tudo de bom!”
 
 
* Nota do Site Bnei Noach Projeto Noaísmo Info revisada e aprovada pelo Rav Shimshon Bisker:
O dia do Yom Kipur é uma extensão do Rosh Hashaná sendo, portanto, universal, e não exclusivamente judaico.
Jejuar é uma questão universal assim como o é orar.
Pecar e arrepender-se também é uma questão universal.
Então, o que aconteceria se o gentio sentisse um profundo pesar (por causa dessa situação: o seus pecados e a questão de se Hashem o perdoará neste dia) e isso chegasse até ao ponto de lhe tirar a vontade de comer, ele comeria à força, só porque nós Bnei Noach não jejuamos no Yom Kipur? Não.
Mas, e se a pessoa sente a fome, mas opta por não comer, isso em si é uma transgressão? Também não.
 
 
© Rav Shimshon Bisker
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Para um melhor entendimento do que são os dias de jejuns judaicos, adquira o livro digital JEJUNS E DIAS DE LUTO do Rav Shimshon Bisker, de Israel, autor de mais de 40 livros, e o Rabino Supervisor do Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info, na nossa livraria virtual, a Livraria virtual Projeto Noaismo Info.  📚

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