Hoje é Yom Kipur (explicação do Rebe sobre alguns conceitos)

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Os verdadeiros significados de teshuvá, de tefilá e de tsedacá
(traduzidos como o Arrependimento, a Oração e a Caridade)

 

Entre hoje e amanhã (terça e quarta, até o por do sol), judeus e Bnei Noach* estarão recitando em português, e nos outros idiomas que não o hebraico: “mas o Arrependimento, a Oração e a Caridade afastam a severidade da sentença”.

* Os Bnei Noach, de acordo com o Guia Bnei Noach de Bênçãos e Orações de Yom Kipur, revisado pelo Rav Shimshon Bisker, de Israel.
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Machzor da Comunidade Bnei Noach Brasil

 

Por Rav Menachem M. Schneerson (o Rebe)

 

O serviço a D’us nestes dias entre Rosh Hashaná e Ióm Kipúr é, como afirmado na liturgia de Rosh Hashanah e Yom Kipur: “teshuvá, tefilá e tsedacá”. Estes são comumente apresentados em português como arrependimento, oração e caridade. Aparentemente, tais coisas existem também no mundo não-judaico.

Há diferenças fundamentais, no entanto, entre teshuvá e arrependimento, tefilá e oração, tsedacá e caridade. De fato, arrependimento, oração e caridade não são apenas más traduções, mas são realmente opostos exatos de seus significados na língua sagrada. Não existe uma tradução adequada porque seus conceitos simplesmente não existem fora da Torá.

Vejamos cada um separadamente, examinando seus respectivos significados na língua sagrada e em português.

Teshuvá
“Arrependimento” significa pesar e contrição pelos pecados ou omissões de boas ações; e a determinação de começar de novo. Muitas vezes no português a palavra arrependimento passa a ideia de “escrever uma nova história” [como que apagando a anterior], “tornar-se uma nova pessoa”.

“Teshuvá” significa algo muito diferente. Enfatiza não a ideia de “novidade”, mas a de retorno. A teshuvá é relevante para todos os judeus, mesmo os completamente justos. Teshuvá não é apenas “arrependimento”, o desejo de expiar o mal e começar de novo, o que não se aplicaria aos completamente justos que não fazem nada de errado. Em vez disso, o Alter Rebe escreve: Teshuvá é o conceito de “o espírito deve retornar ao D’us que o deu”: a alma continuamente se esforça para se aproximar de D’us, sua FONTE. E assim como D’us é infinito, assim, mesmo o judeu completamente justo pode elevar-se cada vez mais em sua apreensão da DIVINDADE. Ele também está sempre fazendo teshuvá — retornando à sua FONTE.

Teshuvá é relevante também para os completamente ímpios. Não importa quão baixo ele tenha caído, a esperança nunca é perdida. Ele sempre pode fazer teshuvá, pois não precisa realizar nenhum ato revolucionário, criar uma nova existência. Ele precisa simplesmente retornar ao seu eu interior.

Tefilá
“Oração” é a ideia de súplica, petição; alguém roga a D’us para lhe conceder o que ele pede. Se nada falta, ou não há desejo de nada, não há “oração”.

“Tefilá”, por outro lado, significa união com D’us. Em contraste com a “oração”, com sua ênfase em que D’us atenda ao pedido de alguém, a tefilá enfatiza o esforço do ser-humano para alcançar a união com D’us. Os momentos de tefilá são os meios pelos quais este vínculo é reforjado e reforçado. São tempos de completa comunhão com D’us.

Assim, ao contrário da “oração”, a tefilá é totalmente relevante mesmo para aqueles que não tem qualquer necessidade. Tefilá não é apenas o pedido para as próprias necessidades (embora isto seja certamente uma parte da tefilá), mas principalmente o instrumento pelo qual um judeu e seu CRIADOR se unem.

Tsedacá
“Caridade” geralmente significa esmola, benefícios gratuitos para os pobres. O doador da caridade é benevolente, é uma pessoa que dá sem se sentir na obrigação de ter de dar. Ela não está em dívida com os pobres, mas dá por causa de sua generosidade.

“Tsedacá” tem um significado completamente oposto. Ao invés de conotar benevolência, é a ideia de justiça — que é apenas certo e justo que alguém dê tsedacá. Há duas razões para isto:
(1) Uma pessoa é obrigada a dar a outra, pois o dinheiro não é seu. D’us tem dado o dinheiro para ela na confiança, com a finalidade de dá-lo a outros.

(2) D’us não está em dívida com o humano, mas lhe dá o que ele precisa. Um judeu deve agir da mesma maneira, na verdade é obrigado a fazê-lo: ele deve dar aos outros, embora não esteja em dívida com eles. Em troca, D’us o recompensa da mesma maneira. Porque ele transcendeu seu instinto natural e tem dado quando não está em dívida, D’us, por sua vez, lhe concede mais do que ele é digno de receber.

O verdadeiro significado judaico de teshuvá, tefilá e tsedacá, então, é alguém que retorna ao seu verdadeiro eu — teshuvá; alguém que alcança a união com D’us — tefilá; e alguém que age com justiça — tsedacá. Quando se realizam estes serviços nos Dez Dias de Arrependimento, então, não obstante o bem concedido em Rosh Hashaná, D’us concede ainda mais generosidade em Yom Kipur do que o fez em Rosh Hashaná.

 

© Rav Menachem Mendel Schneerson (o Rebe de Lubavitch)
© Projeto Noaismo Info

Traduzido do inglês por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

 

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Livros esses que por sinal também tratam de arrependimento, oração e caridade (tsedaká).

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