Adão e Eva estavam mesmo pelados no Éden?

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Perguntas e Respostas

 

Adám e Havá e a nudez no Éden e a origem da roupa

 

Pergunta:
“Adão e Eva estavam realmente pelados no Éden, ou isto é figurativo?”

Resposta:
Muito boa pergunta. O Rabi Jacob Immanuel Schochet, o primeiro Rabino Supervisor da Ask Noah International (organização judaica mundial, e organização essa que reconhece e aprova o Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info), responde:

“De acordo com a opinião de muitos cientistas, acredita-se que as roupas do ser humano surgiram por dois motivos: (a) como proteção contra as condições climáticas (calor, frio, chuva etc.), e posteriormente também (b) para fins ornamentais.

No entanto, após um estudo mais aprofundado do assunto, parece que este ponto de vista “científico” é extremamente duvidoso. Embora o berço da raça humana estivesse localizado em um local onde as condições climáticas eram ideais, mesmo naqueles tempos distantes a roupa era usada, por isso a explicação da roupa sendo usada por causa do clima não é válida.

De acordo com a Torá, a roupa tem uma origem muito diferente. A Torá nos informa que quando os primeiros seres humanos, Adão e Eva, foram criados, eles não necessitavam de roupa alguma e “não tinham vergonha”. Mas, depois de seu pecado com a Árvore do Conhecimento, “eles tiveram consciência de que estavam nus” e providenciaram roupas para cobrir seus corpos.

Rabi Maimônides explica essa mudança radical na atitude dos primeiros seres humanos. Sua explicação é citada na literatura Chabad, que esclarece ainda mais esta questão. Resumidamente é o seguinte:

O ser humano foi criado como um ser intrinsecamente bom, sem qualquer característica de mal. Ele não tinha nenhuma tendência para o mal e nenhum desejo por prazeres físicos. Portanto, todos os órgãos e partes do corpo lhe eram iguais, cada um deles cumprindo seu papel de realizar a missão divina do ser humano neste mundo. O sentimento de vergonha era estranho à pureza de sua mente. Assim como não haveria motivo de vergonha em ensinar Torá a alguém, ação que tem sido comparada a gerar espiritualmente um filho, tampouco seria motivo de vergonha gerar fisicamente um filho, posto que naquela ação o ser humano estava cumprindo o mandamento Divino de “ser fecundo e multiplicar-se”. Em ambos os casos, a indulgência no prazer físico estava fora de questão, já que há apenas uma consideração a ser levada em conta: o cumprimento da Vontade Divina.

Depois do pecado da Árvore do Conhecimento, nasceu no ser humano a percepção do prazer físico, do qual até então ele não tinha consciência, quando sua individualidade espiritual era a que predominava de maneira absoluta. O bem já não o era de maneira pura na sua mente contaminada. Ele percebeu que certas partes do corpo estavam mais diretamente associadas com a sensação do prazer físico. Havia duas razões pelas quais a exposição dessas partes do corpo agora lhe causava um sentimento de vergonha: em primeiro lugar, porque essas partes do corpo eram um lembrete da humilhante queda do ser humano no poder do desejo e, em segundo lugar, porque eram uma fonte de tentação. Por estes motivos, o ser humano sentiu-se envergonhado da sua nudez e quis cobrir o seu corpo.”

© Rav Jacob Immanuel Schochet
© Projeto Noaismo Info

Traduzido do espanhol por Projeto Noaismo Info: © Projeto Noaismo Info

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