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ORGULHOSAMENTE APRESENTA,
graças a D’US,
Ainda no espírito de Pessach (a celebração da recordação da saída do povo judeu do Egito), que foi há pouco…
DESMISTIFICANDO QUE AS COISAS SÃO COMO SÃO
(Tradução inédita em português!)
Os especialistas adoram generalizações. Metade do mundo é isto, a outra metade é aquilo, e isso explica quase tudo.
Assim sendo, aqui está a nossa própria generalização: o mundo é constituído por pagãos e transcendentalistas. Os pagãos comem, bebem e dormem; os transcendentalistas trabalham pela paz mundial. Os pagãos acreditam que a forma como as coisas são é a forma como as coisas devem ser; os transcendentalistas acreditam que fomos colocados nesta terra para mudar a forma como as coisas são. Os pagãos adoram a natureza; os transcendentalistas adoram D’us.
Os egípcios eram pagãos, os hebreus eram transcendentalistas. Os hebreus eram escravos dos egípcios; depois D’us interveio, humilhou os egípcios, libertou os hebreus e soltou-os pelo mundo. Esta é, em 30 palavras (mais ou menos), a história do nascimento do povo judeu.
Assim, lemos sobre dez pragas lançadas sobre os egípcios. Estas são geralmente entendidas como castigos pelo tratamento cruel que deram aos judeus. Mas uma leitura mais atenta do relato da Torá revela que também serviam uma função mais básica: desacreditar os deuses do Egito para que se saiba “que EU sou D’us”.
O Nilo — a fonte de sustento do Egito e a divindade mais venerada — transforma-se em sangue; o solo transforma-se em vermes, os céus chovem um dilúvio letal de fogo e gelo, a luz do dia transforma-se numa escuridão tenebrosa. A natureza transforma-se de mãe protetora em bruxa caprichosa.
Tirar os judeus do Egito não teria adiantado nada se os judeus tivessem levado o Egito com eles quando partiram. Por isso, primeiro, os judeus tiveram de assistir à destruição dos deuses do Egito: tiveram de ouvir os seus senhores renunciar à ordem natural que tinham endeusado; tiveram de ver a “bondade” da natureza exposta como a farsa que é.
Só depois de o paganismo do Egito ter sido arrancado dos seus corações, é que os filhos de Israel puderam dirigir-se ao Monte Sinai para receberem a sua missão de serem “luz para as nações”. Só então eles poderiam ensinar ao mundo que a natureza não é para ser adorada, mas melhorada; que a maneira como as coisas são deve ser suplantada pela maneira como as coisas deveriam ser.
Por Rav Yanki Tauber
© Rav Yanki Tauber
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Traduzido do inglês por Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info: © Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info
E discorrendo um pouco mais sobre este tema, assista esse sensacional vídeo do Rav Shimshon Bisker, ele mesmo o Rabino Supervisor do Site Bnei Noach Projeto Noaismo Info:

